Depois de quase 500 minutos, Goiás volta a marcar e vence o São Paulo por 2 a 1

goiasForam quase 500 minutos completados sem um golzinho, uma cobrança enorme, mas uma coisa pareceu certa: quando você parece insistir menos em busca de algo, você encontra. O Goiás jogou quase como visitante, mas em um lance, aos 44min, achou o sonhado gol. Na etapa final, achou outro, teve força para aguentar a pressão adversaria e venceu o poderoso São Paulo por 2 a 1, no Serra Dourada, no jogo que marcou a reestreia de Kaká no futebol brasileiro.

 O Jogo

Com um frio cortante e dois times que não se mostravam muito interessados em arriscar, o primeiro tempo foi um castigo para a bola. Esse futebol burocrático só era interrompido pela reestreia de Kaká, que parecia afim de jogo e sempre que clareava, tentava o chute perigoso. Foi dele o primeiro disparo para o gol, aos cinco minutos de jogo, mas a bola saiu fraca da perna esquerda do camisa 8 e parou fácil nas mãos de Renan.

Aos nove, Kaká tentou novamente, só que além do chute ter parado em Renan mais uma vez, o impedimento foi assinalado. Aos 11, o ídolo tricolor voltou a tentar de longe, mas aí não foi Renan, e sim Alan Kardec, companheiro de equipe, que impediu o chute. Outros jogadores são-paulinos, de quem se esperava muito, como Ganso e Alan Kardec, seguiam bem marcados pela defesa esmeraldina. Kaká saia dela facilmente e parecia já ter retornado ao futebol brasileiro a muito tempo.

Aos 26min, o camisa 8 tricolor, outra vez, levou perigo a meta esmeraldina. Após toque de cabeça de Alan Kardec, Kaká atirou de dentro da área e a bola passou do lado direito de Renan. Com tanta posse de bola, com tanto chute da maior figura da partida, mais parecia que o São Paulo estava em casa no Serra Dourada. Mas o Goiás foi traiçoeiro, e usou como arma a bola parada. Quando o jogo caminhava para o intervalo, o Goiás teve falta, e na cobrança de David, Amaral subiu sozinho e colocou no ângulo, aos 44min. Gol salvador.

2º tempo

Muricy voltou do intervalo com Pato no lugar de Ademílson, e a missão do astro tricolor era bem simples: finalizar, fazer os gols. Quem ouviu e logo quis copiar foi Bruno Mineiro. Aos três minutos, Lima cobrou escanteio da direita, Rodrigo Caio cortou mal, Amaral tocou de cabeça pra área e o camisa 9 esmeraldino, mais esperto que Lucão, testou firme e venceu Ceni. Na comemoração, o gesto que eternizou Bebeto na Copa de 1994, uma homenagem a esposa.

O São Paulo, em grande desvantagem, se lançou ao ataque quase que de forma “kamikaze”, deixando apenas três jogadores na defesa e se lançando a frente. Aos nove, o gol tricolor só não saiu porque Renan foi monstruoso. Ganso fez linda enfiada de bola para Alan Kardec, que disparou uma bomba, mas Renan espalmou com uma das mãos. Milagre. Na sobra, Kaká e Alexandre Pato falharam.

Aos 11min, Ganso tentou na base da bola parada direta, mas por muito pouco, ela passou acima do gol. Com todo esse espaço cedido na defesa, o Goiás conseguiu ser perigoso também com a bola no chão. Aos 12min, em contra-ataque rápido, Ramon foi lançado e conseguiu o toque para tirar de Rogério Ceni, mas Tolói salvou o terceiro. Muricy tratou de ousar mais, tirando o zagueiro Lucão para a entrada de Maicon. Deu certo.

Aos 31min, quando o São Paulo comandava, Alexandre Pato tentou passe pelo meio da defesa, que rebateu e colocou no pé de Kaká, que sozinho na frente do gol, colocou na rede e fez a festa da torcida. O Goiás não aparentou sentir o gol e continuou fazendo o jogo tradicional, tocando a bola.

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