Dentista é preso suspeito de vender atestados médicos em Luziânia, GO

Um dentista de 62 anos foi preso em flagrante nesta quinta-feira (17) suspeito de vender atestados médicos em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. A polícia chegou até o profissional depois que um comerciante denunciou a fraude. Com uma câmara escondida, ele foi até a residência do idoso, onde funcionava o falso consultório e registrou a negociação.

atestadoO comerciante suspeitou de fraude quando começou a receber diversos atestados médicos emitidos pelo mesmo dentista e resolveu investigar. No vídeo é possível ver toda a negociação. Após explicar que faltou ao trabalho e precisa de uma justificativa de dois dias, o dentista afirma que cobra R$ 30 pelo documento.

Depois que a denuncia foi feita, um sargento da Polícia Militar a paisana foi até a casa do profissional, também com uma câmera escondida e tentou comprar um atestado médico. Ao concluir o negócio, o policial deu voz de prisão ao idoso.

“No momento da prisão o dentistas aparentava estar embriagado. Segundo relatos de uma pessoa que estava na porta da residência, ele tinha problemas visuais. Quando perguntado se ele conseguiria um atestado para o policial, ele disse que cobrava R$ 30”, explicou o sargento da PM Wilton Miranda.

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O suspeito foi preso e levado para a delegacia. No local foram apreendidos vários atestados médicos já preenchidos e que seriam vendidos a outras pessoas. A polícia também encontrou cigarros e bebidas alcoólicas que teriam sido dadas como forma de pagamento pelos documentos.
“Um rapaz que foi flagrado na casa dele [dentista], ele pagou o atestado com essa garrafa de bebida alcoólica, os maços de cigarro e suco”, relatou a delegada responsável pelo caso, Karina Duarte.

O idoso foi indiciado por falsidade ideológica. O dentista foi liberado depois de pagar fiança de R$ 1,4 mil. O Conselho Regional de Odontologia do Distrito Federal informou que o dentista vai responder um processo administrativo. Caso fiquem comprovadas as irregularidades, ele pode ter o registro profissional cassado.

G1

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