Delegada diz que há indícios de que aluno mentiu sobre estupro na UFG

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Estudante foi flagrado mexendo em câmera de segurança da universidade.

A delegada Ana Elisa Gomes, que investiga uma denúncia sobre um estupro na Universidade Federal de Goiás (UFG), disse nesta sexta-feira (17) que há indícios de que o estudante de 21 anos, que divulgou o caso nas redes sociais, mentiu sobre o crime. Segundo ela, o aluno foi flagrado mexendo em uma câmera de segurança, que ficava apontada para o local onde ele alega ter encontrado a vítima. Ele ainda não prestou um novo depoimento.

Ana Elisa contou que o estudante alterou a direção da câmera no último dia 7, tirando o foco do banheiro do prédio. Depois, na última terça-feira (14), ele denunciou o estupro.

“Nós queremos saber agora o real motivo dele fazer isso. Quando ele prestou depoimento pela primeira vez, não tínhamos conhecimento dessas imagens ainda. O equipamento foi virado uma semana antes, então provavelmente ele ficou esperando para saber se alguém notaria a mudança”, disse a delegada.

Ana Elisa ressaltou, ainda, que no primeiro depoimento o estudante foi muito convincente em suas declarações e que as investigações sobre a denúncia de estupro vão continuar.

“A calcinha encontrada no banheiro vai ser mandada para a perícia. Mas se for comprovado que nada aconteceu, o aluno pode responder por falso comunicado de crime”, disse a delegada.

Em nota, a Universidade Federal de Goiás explicou que “o sentimento que domina a equipe gestora da UFG é de indignação quanto à atitude do estudante”. Ainda será aberto um processo administrativo para apuração do caso e que continua colaborando com as investigações.

Denúncia
O estudante relatou o crime por meio de uma rede social. Ao G1, o universitário contou que estava no estacionamento da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC) quando viu um carro Volkswagen Gol preto deixar uma “jovem dopada” no local. O rapaz, que não quis ser identificado, disse que a estudante estava com a roupa rasgada e o cabelo bagunçado.

Ao ligar o farol para ver melhor o que estava acontecendo, o rapaz conta que o motorista do carro fugiu e a jovem correu para dentro do banheiro.

“Entrei no banheiro e vi que ela estava lavando a genitália na pia. A segurei e perguntei o que aconteceu, mas ela me deu murros e me pediu para sair, pedindo socorro. Ela estava muito assustada comigo, com a presença masculina. Então fui atrás de alguém para pedir ajuda, mas não tinha ninguém na faculdade. Não achei nenhum guarda”, relatou o universitário.

Já em depoimento à polícia, o jovem descreveu as características do homem que ele viu na noite de terça-feira no carro em que a jovem estava. “Eu só consegui ver que ele era um cara branco, gordo e tinha bastante papada”, descreveu.

O G1 tenta um novo contato com o estudante, desde a manhã desta sexta-feira, mas ele não foi localizado para comentar as falas da delegada.

Ocupação
Depois da denúncia de estupro, alunos ocuparam a reitoria da universidade para pedir mais segurança no local. A UFG informou que o prédio segue ocupado até a manhã desta sexta-feira (17) e que ainda não recebeu a pauta de reivindicações, apesar de ter estado sempre aberta ao diálogo.

 

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