Déficit de servidores da Polícia Civil fecha posto do Hugo

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A falta de efetivo encerrou as atividades do posto policial da Hospital de Urgência de Goiânia (Hugo), que registrava as ocorrências relacionadas ao pacientes que davam entrada na unidade de saúde há mais de 20 anos. A informação foi divulgada em reportagem do jornal O Hoje nesta sexta-feira, 3. Na semana passada, a juíza da 3ª Vara da Fazenda Pública Municipal de Goiânia, Juliana Barreto Martins da Cunha, atendendo a pedidodo Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Goiás (Sinpol-GO), concedeu liminar para que agentes da PC não fossem mais obrigados a lavrar boletins de ocorrência. O movimento foi decisivo para a paralisação das atividades.

“O problema do fechamento [do posto no Hugo] reside na falta de efetivo. Simplesmente não havia ninguém para trabalhar”, explicou o presidente do Sinpol GO, Paulo Sérgio Alves de Araújo, em entrevista ao diário. Ele ressalta que no posto do Hugo, só atuavam agentes, e nenhum escrivão. A desativação do posto policial é apenas um dos efeitos do déficit de servidores da Polícia Civil em Goiás. De acordo com dados do Sinpol GO, são 3.450 policiais civis em todo Estado, contando com agentes, delegados, escrivães e papilocospistas. O número total de vagas dentro da Polícia Civil seria de 6.600 vagas, o que representa um déficit de 3.150 servidores. “Esse número, de 6.600, não é o ideal é apenas para fazer a Polícia Civil funcionar. Para termos um serviço de excelência e mostramos o que somos capazes de fazer, precisamos de mais de 10 mil policiais”, esclarece o presidente.

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