Aparecida de Goiânia, quarta-feira, 22 de setembro de 2021
Internacional

De Saigon a Cabul, EUA colecionam derrotas em guerras

Redação
16 de agosto de 2021

De Saigon, no Vietnam, a Cabul, no Afeganistão, os Estados Unidos colecionam derrotas em guerras que iniciaram

Por Jeferson Miola, em seu blog                     

Desde o fim da 2ª guerra mundial, no contexto da guerra fria os EUA apoiaram ou promoveram diretamente dezenas de conflitos, intervenções, ataques, atentados, golpes de Estado, invasões e destruições de soberanias ao redor do mundo, em especial em países latino-americanos.

Nestas empreitadas, a potência do Norte tanto colecionou êxitos como fracassos. Cuba é o mais retumbante e longo fracasso; já dura 6 décadas

Mesmo quando alcançou objetivos imediatos com seu intervencionismo ilegal – como no Haiti e na Líbia, para citar dois exemplos tragicamente emblemáticos – os EUA legaram ao mundo um saldo de longo prazo absolutamente desastroso e catastrófico.

Já nas guerras de longa duração que encabeçaram com suas tropas próprias ou mercenárias em solo estrangeiro, os EUA foram, contudo, fragorosamente derrotados, como aconteceu no Vietnã, Iraque e Afeganistão.

Nestas três guerras, as Forças Armadas mais poderosas do planeta – e, supostamente, imbatíveis – foram escorraçadas por forças de resistência com capacidades bélicas e tecnológicas incomparavelmente menores.

Para a potência imperial que possui uma máquina militar poderosíssima e sem precedentes de comparação em toda história da dominação imperialista, a derrota na guerra do Afeganistão tem o mesmo sabor de vexame e humilhação provado no Vietnã. As imagens dos helicópteros estadunidenses sobrevoando as embaixadas em Saigon [1975] e Cabul [2021] falam por si.

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Uma das imagens mais emblemáticas da queda de Saigon, no Vietnam, não aconteceu em Saigon. Aconteceu no mar, onde os marinheiros jogaram vários helicópteros de seus navios. Eles fizeram isso devido à teimosia de um diplomata incompetente.

Como assinalou o cineasta estadunidense Michael Moore,

“A queda, mais uma vez. A América perde outra guerra. Nossa guerra mais longa. ‘Somos o nº 1 !!’. Gastamos mais de US $ 2 trilhões. Sacrificamos mais de 2.300 vidas de americanos para invadir um país onde Bin Laden nunca foi, em lugar nenhum, encontrado. Bush disse que não tinha interesse em capturá-lo. A equipe de Obama o encontrou em uma casa na mesma rua de ‘West Point’ do Paquistão. Quem diria!

NÓS somos os invasores. O Talibã não é invasor – eles são afegãos – é o país deles! Eles são loucos religiosos. Nós sabemos o que parece – nós temos o nosso próprio!

Que bagunça trágica. Reembolsar o complexo militar-industrial (aumentar o financiamento para veteranos!), reembolsar a NSA e a Segurança Interna. Eles enviaram nossas jovens tropas para a morte.

Vergonha! 15 dos 19 sequestradores em 11 de setembro eram da Arábia Saudita! Nem do Afeganistão, nem do Iraque, nem do Irã …

Mais uma vez, fomos derrotados por um exército sem aviões bombardeiros, sem contratorpedeiros, sem mísseis, sem helicópteros, sem napalm – apenas um bando de caras em picapes. Não ganhamos uma guerra real na defesa deste país desde a Segunda Guerra Mundial. 76 anos atrás hoje …”.

A despeito da sua temível força militar, do poder bélico sofisticado, do auxílio de exércitos mercenários e das tecnologias altamente mortíferas, os EUA perderam as guerras prolongadas em que se meteram, deixando um rastro devastador para trás.

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