Bem-vindo(a) à Aparecida de Goiânia

Cerca de R$ 2,3 milhões foram distribuídos entre 448 artistas aparecidenses para usar no desenvolvimento de suas atividades. Os pagamentos foram concluídos na quarta-feira, 29.

Aparecida de Goiânia vem se destacando no cumprimento da Lei Federal 14.150/2021, mais conhecida como Aldir Blanc, e concluiu nesta quarta-feira, 29, o pagamento do subsídio aos grupos coletivos e produtores culturais que tiveram suas atividades prejudicadas devido à pandemia da Covid-19. O Município contemplou 448 beneficiados e é um dos primeiros, no estado de Goiás, a fazer o repasse completo do subsídio.

Aparecida recebeu um total de R$ 2,3 milhões para beneficiar 13 segmentos, como artes visuais e plásticas, teatro, dança, música, artesanato, audiovisual, cultura popular e afro-brasileira, arte urbana, literatura, circense e economia criativa. Cada artista ou produtor cultural recebeu em suas contas bancárias a quantia de R$ 5,2 mil. O auxílio deverá ser usado para o desenvolvimento de suas atividades.

A atriz Brunna Malta, que atua no Hope Artes Ministério de Artes Cênicas, foi uma das beneficiadas. Ela destacou a importância do recurso. “Além de ter o privilégio de poder contribuir para a equipe de teatro na qual faço parte, atribuir valor ao que faço enriquecendo mais um pouco meu portfólio por meio de montagens futuras, esse benefício me ajudou muito com questões pessoais também no momento que eu mais precisava. Agradeço à toda equipe pelo empenho em poder nos auxiliar, com certeza nos trará muitos benefícios, principalmente na área cultural que estamos inseridos”, frisou.

O secretário municipal de Cultura, Avelino Marinho, ressaltou que Aparecida é protagonista em fomentar a Lei Aldir Blanc, cujos recursos disponíveis precisam ser repassados até o dia 31 de dezembro deste ano. “Esta é a segunda etapa do auxílio emergencial cultural concluída em Aparecida dentro dos prazos exigidos pela Lei Federal. Nossa cidade foi novamente uma das primeiras a concluir o processo da Lei e beneficia, de forma rápida, centenas de artistas e fazedores de cultura que tanto nos orgulham e alegram nossa população”, salientou o secretário.

O superintendente de Cultura e presidente da Comissão Técnica Jurídica Financeira da Lei Aldir Blanc no município, Weyder Moreira, ressalta os esforços empreendidos pelas secretarias de Cultura, Fazenda, Transparência, Fiscalização e Controle e Comunicação de Aparecida para aplicação da Lei Emergencial, ao seguir todos os trâmites legais, para que esses recursos fossem repassados de forma transparente e equitativa.

“Nós fizemos a ponte, mas nada seria possível se não fosse o ótimo trabalho das Comissões criadas contendo representantes da cultura e do poder público para discutir, avaliar projetos e definir a forma de fazer a distribuição do recurso”, disse o superintendente.


"Não Olhe para Cima e a ameaça apocalíptica vinda do espaço é apenas uma paródia, mas o perigo que as Big Techs sem regulação representam para a sociedade é a grande realidade escancarada pelo filme”

por Renata Mielli

O filme é uma sátira que faz uma escrachada denúncia social. Mais do que apenas levar para as telas as consequências de termos países governados por Trumps e Bolsonaros, seguidos por uma legião de negacionistas, Não Olhe Para Cima é uma crítica à mídia e às Big Techs que, ao fim e ao cabo, manipulam de forma determinante o comportamento das pessoas e possuem mais poder do que os Estados Nacionais.
A Netflix acertou em cheio na sua estratégia de audiência para o final de 2021. Produziu um filme concebido milimetricamente para fazer sucesso no mundo algorítmico: impulsionado pela polêmica, pela lacração e polarização. As redes sociais já estão fervendo entre os que consideram Não Olhe para Cima, filme roteirizado por Adam Mckay e David Sirota e dirigido por Mckay, um grande filme ou um péssimo filme.
Entre críticas e elogios e busca de personagens da vida real análogos aos da obra de ficção, as redes sociais estão bombando e, com isso, a audiência da plataforma de streaming também. Afinal, no mundo dominado pelas Big Techs não dá para ficar de fora dessas polêmicas.

O filme sobre o apocalipse foi filmado entre novembro de 2020 e fevereiro de 2021. Entre edição, pós-produção e lançamento não foram mais do que sete meses. Tudo isso para garantir que o filme sobre o fim do mundo fosse lançado no final de um ano quase apocalíptico, se levarmos em conta que mais de 3,4 milhões de pessoas, de um total de 5,4 milhões, morreram vítimas de Covid-19 em 2021. Numa das piores pandemias da história.
Não Olhe para Cima é uma sátira social, gênero difícil de se realizar porque lida com personagens que mesclam um conjunto de referências a situações e pessoas reais.
O apocalipse em Não Olhe para Cima não é causado por um vírus. A ameaça à vida no planeta terra vem do espaço, um cometa em rota de colisão com a Terra, descoberto por dois cientistas Randall Mindy (Leo DiCaprio) e Kate Dibiasky (Jennifer Lawrence).

A partir daí, a trama se desenvolve na cruzada dos dois cientistas para alertar o governo dos Estados Unidos e do restante do mundo sobre a ameaça eminente ao planeta.
Os autores desenvolvem sua trama para fazer uma escrachada denúncia social. Que é mais do que apenas levar para as telas as consequências de termos países governados por Trumps e Bolsonaros e por uma legião de negacionistas. O filme é uma crítica à mídia e às Big Techs que manipulam de forma determinante o comportamento das pessoas.
A busca por audiência, cliques e popularidade é o que move cada personagem, inclusive o próprio cientista Mindy, que se vê inebriado ao ter mais de 250 milhões de pessoas seguindo o seu “canal” e que se transforma num sex simbol midiático quando a jornalista Brie Evantee (Kate Blanchett) diz que o cientista bonitão pode voltar quando quiser ao seu programa. Cada decisão tomada pela presidenta dos Estados Unidos, Janie Orlean, vivida por Meryl Streep, é calculada para em função de sua imagem. Os jornais praticamente não se importam com a notícia sobre o fim do mundo e continuam dando relevância para escândalos e celebridades na busca por competir com o modelo clickbait – caça click – imposto pela internet e redes sociais.

Apenas a cientista Dibiasky parece perceber o cenário surreal que se estabelece. Ela e o cientista negro Oglethorpe, interpretado por Rob Morgan, são os personagens que representam a racionalidade em toda a trama. Não à toa, são uma mulher e um negro que ocupam esse lugar no filme.
Mas se a ameaça que vem do espaço pode ser evitada pela tecnologia desenvolvida na Terra e pela ação dos países, a ameaça que as Big Techs representam pelo seu poder econômico e político não tem oposição. Aliás, quem acaba com o planeta não é o cometa, mas a Big Tech Bash.
No início do filme, o lançamento de um novo aparelho celular – o Bash Vida – parece uma barriga, não se encaixa na trama. Peter Isherwell é uma caricatura síntese dos CEOs das Big Techs, um mix de Steve Jobs, Elon Musk, Bill Gates e Mark Zuckerberg. Mas no momento em que entra em curso um plano para destruir o cometa, o dono da Bash reaparece e muda, literalmente, o curso da história da humanidade.

Na verdade, ele nunca deixou de estar no controle. Ele é a evolução. E o diálogo central da história se desenvolve 1 hora e 24 minutos depois do início do filme, entre Dr. Mindy e Peter Isherwell. É neste momento que os autores jogam na nossa cara o alerta sobre o perigoso poder das Big Techs, pela frase do seu CEO reproduzida abaixo:
“Bash tem mais de 40 milhões de dados sobre você, sobre todas as decisões que você tomou desde 1994. Eu sei quando você terá um pólipo no cólon, e você já tem uns 4 ou cinco neste momento. Ainda não são tão preocupantes, mas mesmo assim eu faria um check up quando der. Mas mais importante do que isso é que eu sei o que você é, eu sei quem você é. Meus algoritmos determinaram 8 tipos fundamentais de perfis de consumidor, você é um idealista do estilo de vida. Você acha que é motivado pelas suas convicções éticas, mas você corre na direção do prazer, e foge da dor como se fosse um ratinho. Os nossos algoritmos podem até prever como você vai morrer, com 96, 96,5% de precisão”.
O plano da Bash para extrair trilhões de dólares do cometa não dá certo. E apesar do algoritmo ter errado a maneira como Dr. Mindy iria morrer, acertou que a presidenta dos Estados Unidos morreria devorada por um bronteroc – ou seja lá o que isso for.
Não Olhe para Cima e a ameaça apocalíptica vinda do espaço é apenas uma paródia, mas o perigo que as Big Techs sem regulação representam para a sociedade é a grande realidade escancarada pelo filme.

AUTOR

Renata Mielli

*Renata Mielli é jornalista, coordenadora geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, Secretária-Geral do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé e membro da Comissão de Comunicação do Conselho Nacional de Direitos Humanos.

Renascimento é o título da instalação inédita de Siron Franco, um dos principais artistas plástico do Brasil, composta por 365 manequins suspensos e que pretende celebrar a vida e a esperança na superação da Covid-19, além de homenagear as vítimas da pandemia e os profissionais da saúde.  ebcebc

Em cartaz a partir do dia 15 de janeiro, no jardim do museu Casa das Rosas, a mostra é resultado de uma parceria entre o Museu da Imagem e do Som (MIS) e a Casa, gerenciada pela Poiesis, ambas instituições da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo.

A inspiração para Renascimento aconteceu quando Siron Franco retirou um manequim de seu ateliê em Aparecida de Goiânia (GO) e o pendurou em um varal de arame. Ao ver a cena e o efeito daquela representação humana em forma de boneco, nasceu a instalação que traz a ideia de uma população que “flutua”. 

As sombras criadas especialmente pelos vestidos femininos dão a impressão de uma festa no céu, em que todos estão dançando. “Os que se foram, representados pelos manequins, bradam pela integração dos povos, pela compreensão que devemos amar à nossa espécie e pela defesa da igualdade e dos direitos inalienáveis de todos. Nas roupas, estará estampada a frase ‘Viva a Diferença, Viva a Humanidade, Viva a América Latina!’, que reforça esse clamor”, explica Siron Franco. 

Os manequins, de diferentes tamanhos e volumes, ocupam o jardim da Casa das Rosas e são suspensos por um cabo de aço a seis metros do chão.  Vestidos com roupas coloridas, alguns deles têm a “cabeça” coberta por um capuz que, segundo o artista “simbolizam a nossa insegurança quanto ao nosso destino.”

Casa das Rosas
Casa das Rosas passa por restauro e as atividades do museu são feitas em seu jardim e por meio da internet - André Hoff/Casa das Rosas

Homenagem

A instalação é considerada por Siron uma obra que também traduz reflexões geradas pelo distanciamento social, da importância do contato físico, da celebração da vida. Para Marcos Mendonça, diretor-geral do MIS, “Renascimento é uma homenagem às vítimas e, ainda, à ciência e à vacina, que fazem ressurgir a esperança na vida das pessoas. O constante avanço da ciência nos traz segurança e saúde para esse recomeço, criando a perspectiva de novos e esperançosos tempos”.

A exposição ocorre no período em que o imóvel da Casa das Rosas passa por restauro e as atividades do museu são feitas em seu jardim e por meio da internet. Para o programa do museu nesta fase, foi adotado o tema geral “Nasce morre nasce”, baseado em poema de Haroldo de Campos, que estabelece forte conexão com o título da instalação de Siron Franco.

A Casa preparou, também, ações baseadas na instalação, como oficinas literárias. A primeira oficina – Ficções Vida – está programada para os dias 18, 20 e 27 de janeiro, das 18h às 20h, e estimulará a produção de pequenas biografias ficcionais de personagens que foram vítimas de Covid-19, abordando desde a dimensão humana à social. 

A segunda – Poesia de luto e de luta – ocorrerá nos dias 10, 15 e 17 de fevereiro, das 18h às 20h, e focalizará no pensar e escrever sobre a morte no poema a partir da dor pessoal e coletiva. Fragmentos dos textos serão expostos posteriormente, somando com as obras de Siron Franco no jardim. As atividades são gratuitas e para participar é necessário fazer a inscrição até o primeiro dia de cada oficina, ou até o preenchimento das vagas, pelo site da Casa das Rosas.

O artista  

Siron Franco é pintor, escultor, ilustrador, desenhista, gravador e diretor de arte. Iniciou sua trajetória fazendo e vendendo retratos até que em 1965 começou a se concentrar nos desenhos.

Entre 1969 e 1971 foi morar em São Paulo e integrou o grupo que fez a exposição “Surrealismo e Arte Fantástica”, na Galeria Seta. Como pintor, alcançou o reconhecimento na 12ª Bienal Nacional de São Paulo, recebendo o prêmio de destaque que se repetiu na 13ª edição da Bienal Internacional. 

Em 1980, foi condecorado como melhor pintor do ano. Suas obras figuram nos mais importantes museus do Brasil e do mundo, como o Metropolitan Museum of Arts (The Met, em Nova York).

Serviço:

Exposição

Instalação Renascimento, de Siron Franco 
Local: Jardim da Casa das Rosas (Av. Paulista, 37)
Data: 15 de janeiro de 2022 a 20 de março de 2022
Horário: Todos os dias, das 7h às 22h
Ingresso: gratuito
Classificação: livre

OFICINAS LITERÁRIAS:

Gratuitas e no jardim da Casa das Rosas. Inscrição pelo site do museu

Ficções vida
Com Carol Rodrigues e Reynaldo Damazio
Terças e quintas-feiras, 18, 20 e 27 de 

das 18h às 20h
Inscrição até 18/01/2022 | 15 vagas

Poesia de luto e de luta
Com Michaela Schmaedel e Reynaldo Damazio
Terças a quintas-feiras, dias 10, 15 e 17 de fevereiro, das 18h às 20h
Inscrição até 10/02/2021 | 15 vagas

Edição: Fábio MassalliSiron FrancoCasa das Rosas

Da Agência Brasil

A entrega simbólica do recurso, que contempla 448 artistas e ativistas culturais aparecidenses, foi feita pelo prefeito Gustavo Mendanha no Anfiteatro Municipal Cantor Leandro

Os artistas culturais aparecidenses contemplados com a segunda etapa da Lei Aldir Blanc, receberam, simbolicamente, o recurso emergencial cultural, na noite desta sexta-feira, 17, no Anfiteatro Municipal Cantor Leandro. Cada artista ou produtor cultural receberá em suas contas bancárias, até o dia 31 de dezembro, a quantia de R$ 5,2 mil. O auxílio deverá ser usado para o desenvolvimento de suas atividades.

Um total de 448 artistas e produtores culturais de Aparecida foram contemplados com o recurso financeiro. Para isso, o município recebeu R$ 2,3 milhões para beneficiar 13 segmentos, como artes visuais e plásticas, teatro, dança, música, artesanato, audiovisual, cultura popular e afrobrasileira, arte urbana, literatura, circense e economia criativa.

A iniciativa do Governo Federal visa apoiar e fomentar um dos setores produtivos mais afetados pela pandemia em todo país, que é o setor cultural, com um recurso financeiro emergencial. Ao poder municipal, coube, entre todos os mecanismos previstos pela Lei, o repasse das verbas.

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“Todos nós, de alguma forma, sofremos impactos da Covid, seja na saúde física, emocional, psicológica e econômica. Os trabalhadores do setor cultural foram os primeiros sacrificados e os últimos a retomar suas atividades econômicas, então o recurso é importante como auxilio para a classe e para que a cultura não deixe de ser produzida em nossa cidade. Mais de R$ 2 milhões investidos, que fomentarão a arte e cultura em Aparecida. Foram dois anos difíceis, mas acreditamos que em 2022 teremos cultura, arte e atrações para a nossa população.”, destacou o prefeito.

O artista circense, Alex Lima, foi um dos contemplados com o auxílio emergencial cultural. Para ele o recurso será um incentivo para continuar levando arte e cultura para a população. “Essa ajuda é muito importante porque nós temos a capacidade de levar alegria para toda essa geração que padece de cultura. Com o incentivo financeiro nós temos condições de levar arte e cultura às famílias, já que a pandemia nos deixou desfalcados”, conta o artista.

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Artista circense – Alex Lima

Segundo o secretário de Cultura, Avelino Marinho, esta é a segunda etapa do auxílio emergencial cultural concluída em Aparecida dentro dos prazos exigidos pela Lei Federal. “No primeiro edital, cerca de R$1,1 milhão foram distribuídos para 192 fazedores de cultura e 55 espaços culturais do município dentro dos prazos estabelecidos. Agora, nesta segunda etapa, Aparecida foi novamente uma das primeiras cidades a concluir o 

Inscrições devem ser feitas até 23 de janeiro na sede atual da Escola, no setor Serra Dourada, e no Aparecida Shopping

A Escola de Música de Aparecida de Goiânia está com inscrições abertas para cursos gratuitos de teclado, violão, bateria, musicalização infantil, instrumentos de sopro e percussão, e canto. As inscrições, também gratuitas, devem ser feitas até 23 de janeiro, de segunda a sexta, das 8h às 17h, na sede atual da Escola de Música, situada na Rua Arinestino Jonas Dias, quadra 14, lote 1, casa 2, no Setor Serra Dourada; ou no Aparecida Shopping, na sala do Centenário, no segundo piso, ao lado do cinema, de segunda a sábado, das 10h às 17h.

Estão sendo oferecidas 200 vagas. Não é preciso apresentar documentos para fazer a inscrição.

Maestro Francinaldo Rodrigues, um dos professores da Escola de Música, explica que os candidatos devem ter idade mínima de 6 anos. Depois da inscrição, o candidato passa por entrevista para analisar a disponibilidade e interesse dele, bem como para verificar suas aptidões musicais e analisar em qual nível do curso ele será inserido.

Após esse processo, os candidatos que conseguirem vaga deverão efetuar a matrícula.

“A música gera muitos benefícios não só cognitivos, como melhoria da coordenação motora, da sensibilidade auditiva e da concentração, mas também do ponto de vista social, já que favorece o relacionamento interpessoal, a prática do trabalho em grupo e o contato com diferentes culturas, através dos ritmos e da infinidade de gêneros musicais”, comenta o superintendente de Cultura de Aparecida, Weyder Moreira.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (62) 3545-9956.

O Congresso Nacional derrubou nesta sexta-feira (17) o veto (VET 23/2021) do presidente Jair Bolsonaro ao projeto que amplia a vigência do Plano Nacional de Cultura (PNC). No Senado, foram 55 votos pela derrubada e nenhum pela manutenção. Sancionado em junho como Lei 14.156, de 2021, o texto estende a validade do PNC até dezembro de 2022.

O presidente da República vetou um dispositivo do projeto de lei de conversão, decorrente da medida provisória (MPV) 1.012/2020. O parágrafo incluído pelos parlamentares previa a possibilidade de o Poder Legislativo “promover seminários e debates com o setor cultural” no último ano de vigência de cada PNC. O objetivo seria “elaborar o plano seguinte a partir de instâncias e canais efetivos de participação social”. Os resultados dos debates seriam encaminhados ao Poder Executivo.

Para Jair Bolsonaro, o dispositivo “contraria o interesse público”. “O Poder Executivo teria que aguardar o Poder Legislativo realizar os processos de escuta à sociedade e o encaminhamento dos resultados para, só então, realizar outras etapas preliminares do Plano, dentre elas a realização de conferência nacional, com a participação da sociedade, e a elaboração de um novo PNC”, argumenta o presidente. De acordo com o chefe do Executivo, a medida “criaria sobreposições e inviabilizaria a aprovação tempestiva de um novo Plano pelo Parlamento”.

História

O PNC foi criado pela Lei 12.343, de 2010, com validade inicial de dez anos. Sem a edição da medida MP 1.012/2020, o plano teria perdido a validade em dezembro passado. O PNC orienta o poder público na formulação de políticas culturais. Previsto na Constituição Federal, ele deve ser seguido na definição de programas, projetos e ações que garantam valorização, reconhecimento, promoção e preservação da diversidade cultural existente no Brasil.

De acordo com a norma, o PNC deve ser regido por princípios como liberdade de expressão, criação e fruição; diversidade cultural; respeito aos direitos humanos; direito à memória e às tradições; responsabilidade socioambiental; e responsabilidade dos agentes públicos pela implementação das políticas culturais.

A lei fixa 16 objetivos para o PNC. Entre eles, valorizar a diversidade cultural, étnica e regional brasileira; universalizar o acesso à arte; estimular a presença da cultura na escola; estimular o pensamento crítico; qualificar a gestão na área cultural; consolidar processos de consulta e participação da sociedade; e ampliar a presença e o intercâmbio da cultura brasileira no mundo.

Fonte: Agência Senado

O Curso de Habilitação Técnica de Nível Médio em Artes Circenses da EFG em Artes Basileu França, único no centro-oeste do Brasil, apresenta nesta quinta-feira, (16/12), às 19h, diversos números no Teatro Escola da instituição. A entrada é 1kg de alimento não perecível!  

Performances aéreas, acrobacias, contorcionismo são alguns dos números que serão apresentados na “Mostra Final” do curso Técnico em Artes Circenses da EFG em Artes Basileu França. A instituição de ensino é ligada a Secretaria de Desenvolvimento e Inovação (Sedi) e gerida pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

O evento é uma mostra criativa desenvolvida pelos alunos durante quase dois anos, nesse período de pandemia. “Eles estão animados, querem muito mostrar para a comunidade todas as habilidades circenses que adquiriram ao longo do curso de formação. Mostrar, especialmente, que o Circo tem potência e importância social”, afirma o coordenador do curso, Rodrigo Mallet.

“A mensagem dessa mostra é de resistência do Circo. Resistência dos alunos de terem se mantido no curso durante esse período pandêmico. Resistência de superar as dificuldades e de estarmos interconectados para mostrarmos para a sociedade sempre o máximo de possibilidades”, enfatiza Mallet.

O público pode contar com 45 minutos de alegria e descontração ao lado dos artistas circenses da EFG em Artes Basileu França. A entrada para assistir aos números é 1kg de alimento não perecível, que será doado para entidades que assistem pessoas carentes.

Serviço: “Mostra Final”

Data: 16 de dezembro

Horário: 19 horas

Local: Teatro Escola Basileu França

Endereço: Av. Universitária, nº 1750 – Setor Leste Universitário

Classificação: Livre

Entrada: 1kg de alimento não perecível

Mais informações: @escolabasileufranca

Arte-Educação da EFG em Artes Basileu França apresenta espetáculo virtual de fim de ano, que envolve teatro, circo, música e dança. Inspirado na obra de Maurício de Sousa, por meio da ‘Turma da Mônica’, a apresentação faz passagem entre passado e futuro

Como é bom ser criança! Essa narrativa, inspirada nas aventuras da Turma da Mônica, norteia o espetáculo “Máquina do Tempo - Narrativas em Movimento”. A realização é do curso de Arte-Educação da Escola do Futuro (EFG) em Artes Basileu França, instituição de ensino ligada a Secretaria de Desenvolvimento e Inovação (Sedi) e gerida pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

O espetáculo será exibido por meio do canal da EFG em Artes Basileu França no YouTube (www.youtube.com/basileufrancaartes), nesta quarta-feira (15/12), a partir das 19 horas. Com duração de 35 minutos, a peça tem classificação livre.

“A Turma da Mônica foi escolhida por ser uma obra de grande repercussão dos anos de 1980. As crianças desse período tiveram muito contato com os gibis. Então eu fiz esse paralelo com as crianças de 2021 para poder entrar em contato com o que era essa infância na década de 80 e o que mudou de lá para cá”, explica o professor da Arte-Educação, Alexandre Camargo.

Segundo o professor, a mensagem que pretendem passar com o espetáculo é o quanto é importante as crianças terem referências artísticas do passado. “Para que eles entendam como o mundo mudou e como algumas tradições são importantes e fazem parte da nossa identidade cultural”, complementa.

O elenco contou com a participação de 42 alunos. Todos estão ansiosos para se assistirem no vídeo. Como o espetáculo foi todo gravado, essa foi também uma oportunidade para eles aprenderem sobre interpretação para câmara.

Serviço:

“Máquina do Tempo - Narrativas em Movimento”

Data: 15 de dezembro

Horário: 19 horas

Local: www.youtube.com/basileufrancaartes

Duração: 35 minutos

Classificação: Livre

Mais informações: @escolabasileufranca

Grupo formado por alunos da Escola Municipal de Música tocou nesta segunda, 13, no Parque das Nações, em evento aberto e gratuito para celebrar a chegada do Natal

As múltiplas sensações proporcionadas pela música e o encantamento do clima de Natal emocionaram a plateia que assistiu nesta segunda-feira (13), no Parque das Nações, a apresentação da Banda Sinfônica Municipal de Aparecida, no Aparecida in Concert.

O projeto cultural executado pela Prefeitura de Aparecida, através da Secretaria de Cultura, atraiu moradores de vários bairros para o concerto gratuito realizado na Alameda das Nações. Entre eles, moradores também do Buriti Sereno e do Colonial Sul.

Com 50 integrantes, a Banda Sinfônica surpreendeu o público com um repertório eclético. O grupo tocou de trilhas de filmes clássicos, como O Rei Leão, a canções inconfundíveis como We are the champions, da banda de rock britânica Queen.

“É incrível, uma coisa mágica. Eu acho lindo, ainda mais agora, na época de Natal. É um encanto ver eles tocarem”, disse a empresária Elen Cristine, no setor Colonial Sul.

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Apresentação na Alameda das Nações atraiu a presença de famílias inteiras – Foto: Claudivino Antunes

A dona de casa Maria Elma da Silva, do Parque das Nações, também gostou da apresentação. “É bom demais. Eu adoro música. A gente fica em casa só trancado; é muito bom [assistir à apresentação musical].”

Secretário de Cultura de Aparecida, Avelino Marinho explicou que o projeto Aparecida in Concert, que consiste em levar o concerto da Banda Sinfônica a diferentes regiões da cidade, é uma forma de democratizar o acesso da população à cultura.

“A cultura é para todos. Sendo assim, nós precisamos tirar a arte de dentro dos teatros e locais fechados e levar para as ruas, nos quatro cantos da cidade”, declarou Avelino.

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Secretário Avelino Marinho: “A cultura tem que estar em toda a cidade” – Foto: Claudivino Antunes

Cristiano Zoi, diretor de Eventos da Secretaria Municipal de Cultura, explicou como surgiu a proposta de realizar o Aparecida in Concert.

“Essa iniciativa veio através dos próprios moradores, que solicitaram eventos natalinos. Com isso, a Escola de Música, através do maestro Francinaldo, estendeu os braços para que o evento acontecesse, assim como está ocorrendo hoje aqui”, esclareceu Cristiano.

Neste mês de dezembro, a Banda Sinfônica Municipal já apresentou o concerto de Natal no Salão Paroquial do Santuário Nossa Senhora Aparecida, no Anfiteatro Municipal, em igrejas evangélicas e num condomínio residencial na Região Central de Aparecida.

Em parte dessas apresentações, a banda contou com participação do coral da Escola Municipal de Música. “O público fica empolgado em ver essa diversidade de instrumentos, de timbres e músicas que nós estamos apresentando em cada edição”, finalizou o também maestro Rogério Francisco.

Confira os próximos eventos da programação de Natal:

• Cantata de Natal/Coral Escola de Música
Dia 16/12, às 19h
Condomínio Flora Park

• Sarau Gospel com Teatro, Música, Dança e Poesia
Dia 16/12, às 19h
Anfiteatro Municipal

• Espetáculo O Misterioso Nascimento do Rei
Dia 18/12, às 19h30
Igreja Esperança (com Hope Artes)

Malagueta na Labuta, da Farândola Teatro (Goiânia, GO), às 20h, e O Enforcadodo Grupo Improvisórios (Cidade de Goiás, GO), às 21h, são as atrações de quarta-feira (14/12/21)

As artes cênicas made in Goiás estão presentes na programação do 7º Na Ponta do Nariz – Festival Internacional de Palhaçaria e Comicidade. Vários espetáculos marcam a agenda cômica, e nesta quarta é a vez de Malagueta na Labuta, da Farândola Teatro (Goiânia, GO), às 20h, e O Enforcadodo Grupo Improvisórios (Cidade de Goiás, GO), às 21h, são as atrações de quarta-feira (14/12/21). Todo evento é veiculado online, pelo canal www.youtube.com/atornomade.

As peripécias da diarista Malagueta, a palhaça da multiartista Fernanda Pimenta, é o tema do espetáculo que traz a personagem “na labuta”. Chamada por uma de suas patroas para um faxina, entre a bagunça da casa, avental e espanadores surgem novas formas, sons e movimentos, deixando o trabalho menos duro e mais divertido. A direção de movimento é de Miqueias Paz; a preparação circense de Gabriel Coelho; a música de Diogo Machado; vídeo de Andréia Miklos e Sérgio Valério (Fora da Lei).

O Enforcado, Grupo Improvisórios (Cidade de Goiás, GO), traz um experimento sobre o riso, a dor, a festa, o velório, o prazer, a pressão, a angústia, o deboche e o amor. Com dois homens, DD e TH, e uma forca, o espetáculo é uma busca por palavras, gestos e conversas nunca tidas, com direção de Júlio Vann e atuação de Deidian Lucas e Thiago Moura.

7º Na Ponta do Nariz

A programação do 7º Na Ponta do Nariz - Festival Internacional de Palhaçaria e Comicidade segue até sábado (18/12), todo em formato digital e é uma realização do Grupo de Teatro Bastet e Ator Nômade, com apoio do Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás. A programação gratuita e aberta ao público é veiculada pelo canal do www.youtube.com/atornomade. Participações de Angela de Castro (Brasil – Inglaterra), do mestre da palhaçaria Johnny Melville (Escócia), Cabaré de variedades, masterclass com Duda Paiva, Cine Clown, show com Débora di Sá, além de vários espetáculos marcam este que é o maior evento do gênero do Centro-Oeste.

SERVIÇO

7º Na Ponta do Nariz - Festival Internacional de Palhaçaria e Comicidade

O que é: programação quarta-feira (15/12/21)

20h - Malagueta na Labuta - Farândola Teatro (Goiânia, GO) 

21h - O Enforcado-Grupo Improvisórios (Cidade de Goiás, GO) 

Onde: www.youtube.com/atornomade

 “Este projeto foi contemplado pelo Edital de Fomento ao Teatro do Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás 2018”

15/12/21 (QUARTA-FEIRA) 

20h - Espetáculo: Malagueta na Labuta - Farândola Teatro (Goiânia, GO) 

Duração: 52min24s                                                 Classificação Etária: Livre 

Sinopse: A diarista Malagueta é chamada, por uma de suas patroas, para uma faxina de urgência. Entre a bagunça da casa, avental e espanadores surgem novas formas, sons e movimentos, uma realidade outra, o que torna o trabalho menos duro e mais divertido, fazendo confluir suor e riso.

Ficha Técnica:  Palhaça: Fernanda Pimenta | Direção: Thaise Monteiro | Direção de Movimento: Miqueias Paz | Preparação circense: Gabriel Coelho | Preparação musical: Diogo Machado | Figurino: Marcela Faria (@costuroafetos) | Cenário: Wagner Gonçalves | Maquiagem: Padu Cecconello |  Cenotecnia: Ivan Willian | Produção: Farândola Teatro-circo | Comunicação: Cultivo Projetos Criativos | Design Gráfico: Cultivo Projetos Criativos | Fotografia: Layza Vasconcelos | Vídeo: Andréia Miklos e Sérgio Valério (Fora da Lei)  | Assessoria de imprensa: Cia de Arte Poesia que Gira

21h - Espetáculo: O Enforcado-Grupo Improvisórios (Cidade de Goiás, GO) 

Duração: 56min37s                      Classificação Etária: maiores de 16 anos

Sinopse: O espetáculo é uma busca por palavras, gestos e conversas nunca tidas. Um experimento sobre o riso, a dor, a festa, o velório, o prazer, a pressão, a angústia, o deboche e o amor. Dois homens, DD e TH, e uma forca.

Ficha Técnica: Direção: Júlio Vann | Assistente de Direção, preparação física, registro de processo, iluminação: Edimar Pereira | Atores: Deidian Lucas e Thiago Moura | Cenário e Adereços: Ateliê Rosinha | Vídeo: Carvalho Produções | Fotografia: Lorena Coelho | Assessoria em dança:  Paulo Reis Nunes.

FICHA TÉCNICA

Coordenação de Produção, Produção Administrativa/Prestação de Contas e Assistência de Produção: Patrícia Vieira (Plano V Eventos e Cultura) e Marcelo Carneiro (Arte Brasil Eventos).

Assistência de produção/Realização de cursos e oficinas: Larissa de Paula e Larissa Ferreira Santos (Meraki Produção Cultural)

Social Media, Marketing Digital, Internet, Impulsionamento / tráfego pago para divulgação: Roberta Otone (Impulsionadora)

Design e Identidade visual para mídias digitais, conteúdo para site: Flávio del Lima (Superlativa)

Assessoria de Comunicação, Imprensa e editoração: Karla Rady, Janaina Li e Wanja Borges (OlhO Comunicação)

Técnica de lives e edição de vídeos: Raphael Gustavo (É Nóis Ki Tá Produções)

Direção Artística: Thiago Moura

Realização: Grupo Bastet e Ator Nômade

Apresentação: Fundo de Arte e Cultura de Goiás, SECULT e Governo do Estado de Goiás.

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