Crise No Ninho Tucano:Marconi Isola Vecci, Baldy, Valdir, Fábio Sousa E Raquel Teixeira

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Crise no ninho tucano.  Governador isola “trio de ouro”: Giuseppe Vecci, Alexandre Baldy e Raquel Teixeira. Deputado federal Fábio Sousa ameaça trocar PSDB por outra legenda para disputar a prefeitura de Goiânia.

Nomes fortes noutros governos de Marconi Perillo, Raquel Teixeira, Giuseppe Vecci e Alexandre Baldy estão na berlinda no quarto governo de Marconi Perillo (PSDB). Vecci foi secretário de Planejamento e de Fazenda nas primeiras administrações de Perillo. Presumia-se que sua eleição como deputado federal manteria espaços no poder. Mas não é o que se conta no Palácio Pedro Ludovico. A “rádio peão”, diz que pessoas próximas a Vecci foram afastadas do governo, e o parlamentar estaria estremecido com o governador. O motivo? Ninguém conta, mas há suspeitas, a principal é que o governador fez uma opção clara pelo ex-tesoureiro de suas campanhas, Jayme Eduardo Rincón em detrimento aos antigos companheiros.
 “Pepe”, como é conhecido nos círculos tucanos, é santilista, no governo do qual participou da  fundação do PSDB em Goiás, ao lado de outros nomes como o deputado federal Jovair Arantes (atualmente no PTB) e o ex-deputado estadual Honor Cruvinel. e por isto tem grande influência nos círculos mais influentes do partido. Começou a perder espaço no terceiro governo de Marconi, na disputa com o presidente da Agetop, Jayme Rincon. O planejador perdeu espaço para o arrecadador.
Em condições normais de tempo e pressão, Vecci seria o candidato natural do PSDB  à prefeitura de Goiânia, e também ao governo de Goiás. Mas a Casa Verde parece que tem outros planos. As apostas são na candidatura de Rincon à sucessão do prefeito Paulo Garcia (PT). Quanto à própria sucessão, Marconi sinaliza que o seu vice, José Éliton (PP), já foi ungido.
Alexandre Baldy, que ocupou a secretaria de Indústria e Comércio no mandato anterior, também chegou à Câmara Federal e foi esvaziado em seus espaços no governo do Estado. Um dos motivos foi bater de frente contra a secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão. Filha da senadora Lúcia Vânia (PSDB) e prima do deputado federal Marcos Abrão (PPS), Carla Abrão é uma aposta de Perillo, dada também sua relação de amizade  com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Descontente com a proposta de Carla Abrão, de reduzir incentivos fiscais, Baldy partiu para o ataque contra a secretária, e foi além: anunciou candidatura à presidência do PSDB.
É aí que a história de Vecci e de Baldy se encontram. Historico no partido, Vecci poderia fazer movimento semelhante, e reivindicear o comando do partido. A Casa Verde antecipou-se aos dois. O novo presidente do diretório muncipal do PSDB já foi ungido: Rafael Lousa, filho do ex-secretário de governo Olier Gonçalves. Para o diretório estadual, Afreni Gonçalves, ex-deputado estadual e marconista de carteirinha.
O isolamento de Vecci e Baldy mostra que Marconi Perillo aposta cada vez mais no centralismo. Além de concentrar poderes no governo, o faz também quanto ao seu partido, o PSDB. A preocupação é com a própria sucessão, ou o foco é manter sua base na rédea curta, temendo represálias de adversarios externos, no momento em que se coloca como opção do PSDB para a presidência da Republica? Seja qual for o motivo, a experiência mostra que excesso de centralismo não costumam dar certo na política. Como ensinou o mestre Isaac Newton: “toda ação gera uma reação contrária em igual medida”.
No caso do delegado Waldi (PSDB), o seu isolamento dá-se numa queda de braço contra a estratégia do governador. O parlamentar almeja apoio da Casa Verde para ser candidato a prefeito em Aparecida de Goiânia. Não é isto que Marconi pensa. Pesa contra os planos de Waldi o bom relacionamento do governador com o prefeito Maguito Vilela (PMDB).
Nesta semana começa com um nova crise, desta vez envolvendo a secretária de Educação Raquel Teixeira. Ex-deputada federal e secretária nesta mesma pasta no primeiro governo de Perillo, ela entra em rota de colizão com a Casa Verde ao não admitir a proposta de terceirização da Educação. A exemplo do que foi feito com a Saúde, o governador Marconi Perillo quer passar a administração das escolas para organizações sociais. Raquel discorda da iniciativa, e nesta queda de braço pode deixar a pasta.
E a crise no ninho tucano não tem fim. A PEC da Infidelidade, aprovada pelo deputado federal Jovair Arantes (PTB), pode fazer mais estragos, com a possibilidade de que o deputado federal Fábio Sousa mude de legenda.  Fábio é preterido pelo PSDB como candidato a prefeito de Goiânia. O partido (leia-se Palácio das Esmeraldas) prefere apostar na candidatura de Jaime Rincón, que foi tesoureiro de Marconi nas campanhas de 2010 e 2014. Evangélico, Fábio Sousa espera surfar na onda conservadora num partido que lhe dê espaço para fazer sua pregação na campanha durante o horário eleitoral.
No curto prazo, Vecci, Baldy, Raquel, Valdi e Fábio Sousa correm o risco de não atingirem seus objetivos imedidatos. Mas, como em política, o tempo é o senhor da razão, o final desta queda de braço é imprevisível.