Créditos rurais impulsionam a agricultura familiar no Distrito Federal

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creditoEm 14 hectares, o agricultor João Rocha de Oliveira, 53 anos, produz 40 variedades de mudas de árvores frutíferas. São mais de 10 tipos de frutas cítricas, entre cinco espécies de manga, abacaxi, graviola, abacate, lichia e jaboticaba. Além disso, ele cultiva hortaliças. Tanta produtividade em um terreno pequeno é fruto de 22 anos de trabalho com a terra. Mas João sabe que, fora o trabalho, o que possibilitou o sucesso da propriedade localizada no Núcleo Rural Santos Dumont, em Planaltina, foi a tecnologia obtida graças aos créditos rurais usados desde 1991.

Com os empréstimos a juros subsidiados, João comprou estufas e um minitrator e implantou sistemas de irrigação. “Dessa terra, consegui o que, para mim, foi o melhor investimento: formar os meus três filhos”, conta. O acesso ao crédito com condições facilitadas é um dos principais motores para o fortalecimento da agricultura familiar no Brasil — as taxas anuais variam de 3,5% a 4% ao ano. E, embora a inflação do país esteja acima dos 6%, os juros não subiram para esse segmento. Com o dinheiro, os produtores compram maquinário e semente e impulsionam o desenvolvimento da região, como mostra a segunda reportagem da série sobre agricultura familiar.

Em todo o país, na safra 2013/2014, foram contratados R$ 20,7 bilhões pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). No Distrito Federal, embora a contratação seja uma das menores do Brasil — R$ 12,8 milhões —, o saldo tem crescido de forma expressiva. Na safra 2007/2008, por exemplo, R$ 1,7 milhão foi contratado. Seis anos depois, o valor aumentou 7,5 vezes, o que colocou o DF como a segunda unidade da Federação com o maior aumento de crédito via Pronaf do Brasil, ficando atrás de Roraima.

Correiobraziliense