Bem-vindo(a) à Aparecida de Goiânia
Meio Ambiente

Cop26 é a última chance de salvar o planeta, diz organizador da reunião

Redação
1 de novembro de 2021

A 26ª edição da Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (COP26) representa a última chance para a humanidade cumprir as metas climáticas e limitar o aquecimento global, disse  o presidente da reunião, Alok Sharma. O encontro começou no domingo em Glasgow, na Escócia, e vai até o próximo dia 12.ebcebc

O acordo de Paris, assinado em 2016 por 195 países, estabeleceu um limite de 1,5ºC para o aquecimento global. “O rápido processo de mudança climática está acendendo um alarme para o mundo aumentar o ritmo de adaptação, para enfrentar perdas e danos e agir agora para manter viva [a meta de] 1,5 grau”, disse Sharma, na abertura do encontro.

Segundo o presidente da COP26, a pandemia de covid-19 não interrompeu o aquecimento global. Apesar da queda momentânea nas emissões de gás carbônico em países que adotaram medidas de lockdown, o ano de 2020 terminou com as emissões em alta. “A mudança climática não tirou férias. Todas as luzes estão vermelhas no painel climático”, declarou Sharma.

No discurso de abertura, o político britânico, que assumiu a presidência da COP26, pediu que os líderes dos mais diversos países trabalhem juntos e disse que a reunião de cúpula será mais difícil que o encontro de Paris, em 2015. Isso porque o encontro tem como objetivo detalhar regras que haviam sido estabelecidas como marco-geral na reunião na capital francesa.

“A conquista de Paris foi histórica, mas apenas um acordo-quadro. O que temos que fazer desde então é acertar as regras detalhadas. Algumas delas ainda estão pendentes seis anos depois. Este é um verdadeiro desafio”, destacou

O presidente da COP26 disse que as divergências geopolíticas estão mais intensas do que no encontro de Paris. Ele conclamou os líderes a superar questões do passado para preservar o planeta. “Minha mensagem para todos os líderes é clara: deixem para trás os fantasmas do passado e fiquem unidos em torno desta questão que afeta a todos nós, protejam nosso precioso planeta”, pediu.

O encontro deste ano tem quatro grandes objetivos: traçar um compromisso para a eliminação das emissões de carbono nas próximas décadas, propor que os países protejam comunidades e habitats, arrecadar US$ 100 bilhões por ano até 2030 para o enfrentamento do efeito estufa e estabelecer a cooperação entre governos e sociedade civil.

O encontro reúne 21 mil representantes de governos, 14 mil observadores e 4 mil jornalistas na Escócia até o próximo dia 12. Sem a participação do presidente Jair Bolsonaro, a delegação brasileira será liderada pelo ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite.

O que é a Cop 26, entenda a sua importância para o planeta

Começa neste domingo (31) a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-26), principal cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) para debater questões relacionadas ao clima. O encontro, que vai até 12 de novembro em Glasgow, na Escócia, é considerado pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, como a “última chance de – literalmente – virar a maré”, referindo-se às mudanças climáticas que já afetam o mundo.

O cenário atual exige não só iniciativas mais incisivas por parte dos países, mas também urgentes. Relatório divulgado em 9 de agosto pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) atestou pela primeira vez, sem deixar margem para dúvida, que os seres humanos são responsáveis ​​pelo aquecimento global. Mostrou ainda que as mudanças climáticas hoje estão afetando todos os continentes.

Ainda de acordo com o IPCC, a temperatura da superfície global da Terra subiu 1,09 ℃ entre o período de 1850-1900 e a última década, o que é 0,29 ℃ mais quente do que o constatado no estudo anterior do IPCC, divulgado em 2013. Os dados evidenciam o tamanho dos desafios da COP26.

O que é uma COP?

Há quase três décadas, a ONU reúne quase todos os países do mundo para as cúpulas climáticas globais, denominadas COPs, que significa “Conferência das Partes”.

Após uma reunião realizada em 1992 no Rio de Janeiro, com o nome de Cúpula da Terra, foi aprovada a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC). Neste tratado, as nações signat´´arias concordaram em “estabilizar as concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera” para evitar interferências perigosas da atividade humana no sistema climático. Este tratado, que passou a vigorar em 1994, hoje envolve 197 países.

Leia mais: BdF Explica | Por que o mercado de créditos de carbono não combate a emergência climática

Desde então são realizadas as cúpulas climáticas globais. Nesta COP26, assim como nos encontros anteriores, estarão presentes chefes de Estado e dezenas de milhares de negociadores, representantes do governo, empresas e cidadãos durante os doze dias de conversações. Até o momento, há mais de 30 mil pessoas inscritas para participar da reunião, representando governos, empresas, ONGs e entidades da sociedade civil.

O Acordo de Paris

A COP26 deveria ter sido realizada em 2020, mas a pandemia de covid-19 impossibilitou o encontro. A última reunião, a COP21, ocorreu em Paris, em 2015 e ali, pela primeira vez, todos os países concordaram em trabalhar juntos para limitar o aquecimento global a menos de 2 graus, tendo como objetivo chegar a 1,5 grau. Também se comprometeram a se adaptar aos impactos das mudanças climáticas e disponibilizar recursos para cumprir esses objetivos.

Assim nasceu o Acordo de Paris. Os países assumiram a tarefa de apresentar planos nacionais que estabelecessem o quanto reduziriam suas emissões, acertando também que a cada cinco anos voltariam com um plano atualizado que refletiria sua maior ambição possível naquele momento.

Contudo, os compromissos estabelecidos em Paris não chegaram perto de limitar o aquecimento global a 1,5 grau e, por isso, os entendimentos na COP26 se tornaram ainda mais cruciais para o futuro do planeta.

A COP26 e a ‘catástrofe climática’

Nesta semana, foi divulgado outro alerta pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). O relatório 2021 sobre a Lacuna de Emissões mostra que as novas promessas climáticas apresentadas pelos países, combinadas com outras medidas de mitigação, não seriam suficientes para o quadro atual de emergência e não evitariam um aumento da temperatura global de 2,7°C até o final do século. O índice está bem acima dos objetivos do Acordo de Paris e levaria a mudanças catastróficas no clima da Terra.

Leia mais:  "Perigosamente fora de sincronia", diz ONU sobre investimentos em combustíveis fósseis

Uma elevação dessa magnitude pode significar, entre outras consequências, um aumento de 62% nas áreas queimadas por incêndios florestais no Hemisfério Norte durante o verão, além da perda do habitat de um terço dos mamíferos no mundo e secas mais frequentes de quatro a 10 meses.

De acordo com o Pnuma, para manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C neste século, a meta estabelecida no Acordo de Paris, o mundo precisa reduzir pela metade as emissões anuais de gases de efeito estufa nos próximos oito anos.

A redução seria essencial para evitar o que o chefe da ONU, António Guterres, chama-a de “catástrofe climática”, que já está sendo sentida em em partes mais vulneráveis do mundo, como a África subsaariana e os Estados das Pequenas Ilhas, atingidos pelo aumento do nível do mar.

Com informações da Agência Brasil e da UN News

DENÚNCIA DE IRREGULARIDADES?

envie um email para

[email protected]

2005 - 2021
magnifiercross linkedin facebook pinterest youtube rss twitter instagram facebook-blank rss-blank linkedin-blank pinterest youtube twitter instagram