Comunidade internacional se soma às buscas por avião da AirAsia

0
46

Vice-presidente da Indonésia, Jusuf Kalla, disse que existem “enormes possibilidades” de que o avião tenha sofrido um acidente

aviaoChina, Austrália, Coreia do Sul, Estados Unidos, Indonésia, Cingapura, Índia, Reino Unido e Malásia são os países que ofereceram, até o momento, ajuda para encontrar o Airbus 320-200 da companhia AirAsia, desaparecido no domingo (28/12), quando viajava de Surabaia a Cingapura com 162 pessoas a bordo. As buscas foram retomadas nesta segunda-feira (29/12) após serem suspensas por falta de visibilidade.

A AirAsia divulgou a nacionalidade das vítimas: 156 indonésios, três sul-coreanos, um francês, um malaio e um cingapurense. Destes, 16 eram crianças e havia um bebê, além de uma tripulação de dois pilotos, um mecânico e quatro comissários de bordo.

Nesta segunda-feira (29/12), o governo chinês ofereceu o envio “com caráter de urgência” de aviões e navios para colaborar nas buscas. “Estamos preocupados pelos passageiros e seus parentes, e expressamos à Indonésia o desejo de enviar navios e aviões para os trabalhos de busca e resgate”, destacou em comunicado o governo chinês.

Horas depois da oferta, no entanto, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês Hua Chunying ressaltou, em entrevista coletiva, que a Indonésia ainda não respondeu à oferta da China, um dos principais países comprometidos na busca do avião da Malaysia Airlines que desapareceu em março com 239 passageiros quando voava entre Kuala Lumpur e Pequim.

Por sua vez, o Departamento de Estado e a Agência de Segurança de Transporte dos Estados Unidos (NTSB, sigla em inglês) também ofereceram neste domingo (28/12) assistência às autoridades da Indonésia na busca do avião desaparecido.

Caso seja necessário, o Departamento de Estado e a NTSB estão dispostos a colaborar para localizar o avião. Em sua conta no Twitter, o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, mostrou solidariedade: “Nossos corações e esperanças estão com os passageiros e suas famílias”, escreveu o chefe da diplomacia americana.

Um oficial do Pentágono, no entanto, informou que até o momento o país não recebeu “qualquer pedido de assistência”.

Os trabalhos de busca são comandados pela Indonésia, que enviou dois aviões, três helicópteros e oito embarcações. Cingapura também atua com quatro embarcações e o mesmo número de aviões, além de duas equipes de especialistas com detectores de sinais submarinos. A Malásia, por sua vez, colocou à disposição três aviões e três embarcações.

Reino Unido, Índia, Coreia do Sul e Austrália também ofereceram ajuda.

Fundo do mar

Nesta segunda (29/12), o diretor da agência indonésia de busca e resgate, Bambang Soelistyo, levantou a possibilidade de que o avião possa estar no fundo do mar. “As últimas coordenadas foram no mar, portanto é possível que se encontre no fundo dele”, declarou Soelistyo em entrevista coletiva no aeroporto de Jacarta.

Também hoje, o vice-presidente da Indonésia, Jusuf Kalla, disse que existem “enormes possibilidades” de que o avião tenha sofrido um acidente, como informou o jornal cingapuriano The Straits Time.

O presidente malaio, Najib Razak, também falou na véspera de um possível acidente da aeronave: “o desaparecimento do avião das telas do radar significa a possibilidade de que algo aconteceu à aeronave”, declarou, segundo o jornal malaio The Star.

O Airbus decolou de Surabaia, em Java, às 5h20 (hora local) e deveria chegar em Cingapura às 8h30 (local, 22h30 em Brasília).

Um porta-voz do Ministério de Transporte da Indonésia indicou que o piloto do avião, que voava a cerca de 32 mil pés de altura (9,76 quilômetros), pediu permissão para subir até os 38 mil (11,59 quilômetros) às 6h12.

Operamundi