Comandante da PM em Goiânia é absolvido de acusação de homicídio

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O comandante de Policiamento da Capital da Polícia Militar (PM), tenente-coronel Ricardo Rocha, foi a júri popular nesta quarta-feira (23) pelo homicídio de um homem em 2006 e foi absolvido das acusações. O julgamento aconteceu na comarca de Rio Verde, no sudoeste de Goiás, onde o crime foi cometido. A sessão durou quase dez horas e seis testemunhas foram ouvidas.

Segundo informações do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), a vítima de homicídio, Alessandro Ferreira Rodrigues, era suspeito de traficar drogas na cidade. Na época, Rocha era major da PM e comandante do policiamento em Rio Verde. A denúncia do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) afirma que o policial armou uma emboscada para a vítima e a surpreendeu chegando na garupa de uma moto e disparando uma arma de fogo contra ela.

Ainda conforme o TJ-GO, a defesa argumentou que os depoimentos das testemunhas foram contraditórios e não havia provas suficientes para a condenação do militar. Também segundo o Tribunal, o MP-GO reconheceu a falta de provas para condenar Rocha.

O G1 tenta contato com assessoria de imprensa da PM, no entanto, as ligações não foram atendidas até a publicação desta reportagem.

Outras investigações
Rocha foi anunciado no cargo de Comandante do Policiamento da capital no último dia 26 de fevereiro, substituindo o coronel Divino Alves, agora comandante-geral da PM. Ele é suspeito de envolvimento em um grupo de extermínio formado por 19 PMs e desbaratado em fevereiro de 2011 pela Operação Sexto Mandamento.

Uma ação conjunta do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) e Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO) recomenda que o tenente-coronel seja destituído do Comando de Policiamento da Capital (CPC).

O documento alega que o oficial responde por dez crimes e que o cargo deve ser ocupado por “militar que não exponha o Estado de Goiás a eventual novo pedido de federalização [julgamento de crimes]”.

G1

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