Aparecida de Goiânia, sexta-feira, 17 de setembro de 2021

O Brasil segue registrando queda na taxa de transmissão da Covid-19, segundo dados consolidados pelo Imperial College, de Londres, divulgado nesta terça-feira (14). Com 215 mortes por Covid-19 em 24 horas, o país registrou ontem o menor número desde o último dia 6 de setembro, quando foram notificados 182 óbitos.

O indicador da taxa de transmissão chegou a 0,81 – o menor número registrado em 2021. O índice mostra a quantidade de pessoas que podem ser infectadas a partir de um único indivíduo diagnosticado com o novo coronavírus, além de indicar a evolução da pandemia nos países.

O dado de 0,81 aponta, portanto, que 100 pessoas contaminadas com a Covid-19 podem transmitir para outras 81. Considerando a margem de erro, o Rt varia entre 0,66 e 0,91. É a segunda vez em 2021 que a taxa de transmissão no Brasil fica abaixo de 0,90, o mesmo ocorreu na semana encerrada em 12 de julho (0,88).

Entre os 68 países com transmissão ativa e que tiveram seus dados divulgados pela Universidade, o Brasil está na 16ª posição. A transmissão da doença é maior que a de países como Indonésia (0,60), Mongólia (0,69) e Chile (0,69) – que ocupam as três primeiras posições no ranking desta terça-feira.

Números da pandemia

Segundo as informações do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), essa também foi a segunda-feira com o número de infecções diárias mais baixo no país (6.645), lembrando que números divulgados às segundas-feiras tendem a ser mais baixos devido ao funcionamento reduzido dos serviços que realizam o diagnóstico nos finais de semana.

Ao todo, o país soma um total de 21.006.424 casos e 587.006 mortes causadas pela doença desde o início da pandemia, em março de 2020. A média móvel de mortes ficou em 467 — o índice está abaixo de 500 pelo 6º dia seguido.

Fiocruz nega escassez de vacinas contra a Covid-19

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) negou a falta de vacinas da AstraZeneca e informou que está prevista a liberação de novos lotes, que se encontram na fase de controle de qualidade. A fundação não detalhou os volumes nem as datas de entrega.

"O quantitativo de vacinas já entregues e a previsão para este mês de cerca de 15 milhões de doses não indicam escassez de vacinas para aplicação da segunda dose”, diz a nota divulgada pela Fiocruz.

A note segue explicando que “a Fiocruz, por meio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), é responsável pela produção e entrega das vacinas ao Ministério da Saúde, que as distribui para os estados e estes aos municípios, cabendo aos gestores a decisão sobre o uso das doses".

O atraso gerou desabastecimento de vacinas em alguns estados como em São Paulo, onde os estoques de AstraZeneca acabaram na última sexta-feira. Para não evitar mais atrasos na imunização, o governo do estado autorizou a adoção do esquema heterólogo e aplica a segunda dose da Pfizer em quem recebeu a primeira de AstraZeneca.

Leia mais: Combinar vacinas diferentes é seguro e eficaz. Entenda

Quem toma a AstraZeneca reduze em 90% os riscos de morrer de covid-19

Por Alana Gandra

Com dados de 60 milhões de brasileiros vacinados entre 18 de janeiro e 30 de junho, estudo avaliou a efetividade das vacinas CoronaVac e AstraZeneca para prevenir casos graves de covid-19, hospitalizações, admissão em UTIs e mortes. No caso da vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, a CoronaVac, com o esquema vacinal completo, a pessoa imunizada tem 74% menos risco de morte. Com a AstraZeneca, o percentual é acima de 90%ebcebc

A autoria do trabalho, publicado na plataforma medRxiv e ainda em processo de revisão, é de pesquisadores das universidades federais da Bahia e de Ouro Preto, da Universidade de Brasília (UnB), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e da London School of Hygiene & Tropical Medicine e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Considerando todas as faixas etárias dos vacinados, entre os que tomaram duas doses da CoronaVac, 54,2% apresentaram risco menor de infecção pelo novo coronavírus, 72,6% menos risco de hospitalização, 74,2% menos risco de admissão na UTI, e 74% menos risco de morte. Para quem tomou apenas uma dose, o risco de infecção caiu pela metade, além disso, o estudo apontou 26,5% menos risco de hospitalização, 28,1% menos risco de admissão em UTI e 29,4% menos risco de morte.

Com a AstraZeneca, os que completaram a imunização com duas doses apresentaram 70% menos risco de infecção, 86,8% menos risco de internação, 88,1% menos risco de admissão na UTI e 90,2% menos risco de morte. Entre os que tomaram uma dose, foi observado um risco 32,7% menor de infecção, risco de hospitalização caiu pela metade, 53,6% menos risco de admissão em UTI e 49,3% menos risco de morte.

Os pesquisadores destacam que o levantamento é importante não apenas pelo grande número de pessoas analisadas, mas porque se trata do primeiro levantamento nacional para verificar a efetividade vacinal. Esse dado é diferente da eficácia vacinal, que se dá em um ambiente de condições controladas e ideais.

Análise por idade

O estudo aponta uma efetividade semelhante para as duas vacinas em todas as faixas etárias, com exceção das pessoas com 90 anos ou mais. Com a CoronaVac, para pessoas com 60 anos ou mais, a redução no risco de hospitalização ficou em 84,2%, admissão em UTI em 80,8% e 76,5% menos risco de morte por covid-19 para pessoas com esquema de vacinação completo. Estratificando a faixa de pessoas com 90 ou mais, a efetividade é menor, pois a redução no risco de hospitalização, admissão em UTI e morte foi de 32,7%, 37,2% e 35,4%, respectivamente.

No caso da AstraZeneca, com as duas doses para pessoas com 60 anos ou mais, a redução no risco de hospitalização chegou a 94,2%, admissão em UTI a 95,5% e o risco de morte por covid-19 ficou 93,3% menor. Na faixa com 90 anos ou mais, os percentuais caíram para 54,9%, 39,7% e 70,5%, respectivamente.

Os cientistas concluíram, portanto, que pessoas com idade acima de 90 anos podem se beneficiar com uma terceira dose de reforço, mas apontam a necessidade de comprovação científica dessa tese.

Nesta semana, o Ministério da Saúde informou que iniciará, na segunda quinzena de setembro, a aplicação da dose de reforço da vacina contra a covid-19 a “todos os indivíduos imunossuprimidos após 28 dias da segunda dose e para as pessoas acima de 70 anos vacinados há 6 meses”.

Metodologia

Foram vacinadas, entre janeiro e junho deste ano, 21,9 milhões (36,2%) de pessoas com a CoronaVac e 38,6 milhões (63,8%) com a AstraZeneca, totalizando 60,5 milhões de vacinados. Cerca de 44% desse total, 26,8 milhões de pessoas, tinham 60 anos ou mais. Nesse sentido, os principais resultados dizem respeito à redução de hospitalizações, admissões em UTI e mortes especificamente para essa faixa de idade.

Os pesquisadores confrontaram os dados dos vacinados com dados hospitalares nacionais, obtidos no Sistema de Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe). De acordo com o estudo, o sistema é utilizado como fonte para análises epidemiológicas por reunir os casos notificados de hospitalizações e mortes causadas por vírus respiratórios, como o novo coronavírus e o vírus da gripe.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/

Leia Mais https://aparecidanet.com.br/quem-deve-tomar-a-3a-dose-da-vacina-contra-a-covid/

Decisão de aplicar a dose de reforço ocorre de maneira contrária às orientações da Organização Mundial da Saúde

Caroline Oliveira

A expansão da variante delta no Brasil levou as autoridades a decidirem aplicar a terceira dose de vacina contra a covid-19 em idosos. 

O Ministério da Saúde informou que começará a enviar as doses de reforço aos estados a partir de 15 de setembro, mas alguns estados e capitais já começam a aplicar antes.

Em São Luís, no Maranhão, a terceira dose começou a ser aplicada nos idosos residentes em instituições de longa permanência (ILPI's), a partir de 70 anos, nesta quinta-feira (26). 

No estado de Minas Gerais, a terceira dose será aplicada a partir de setembro com prioridade para os idosos acima de 80 anos e pessoas com baixa imunidade.

Em São Paulo, a previsão é para o dia 6 de setembro para idosos com 60 anos ou mais.

De qualquer maneira, a prioridade é aplicar a terceira dose em idosos que tomaram as duas doses há pelo menos seis meses. 

Segundo o Ministério da Saúde, a dose de reforço vale para quem tomou qualquer imunizante e será feita, preferencialmente, com uma dose da Pfizer. Na falta deste, a alternativa será as vacinas da Janssen ou Astrazeneca. 

Com a aplicação da terceira dose em idosos, a imunização de adolescentes pode ser comprometida, uma vez que só a vacina da Pfizer tem autorização para ser aplicada neste grupo.

“Tudo vai depender da quantidade de doses que vamos receber. Pode ser que, de alguma forma, afete a vacinação de adolescentes. Vamos fazer todos os esforços para que esse impacto seja o menor possível”, disse o secretário-chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha, em entrevista coletiva.

Contra a OMS

A decisão de aplicar a terceira dose ocorre mesmo com a orientação contrária da Organização Mundial da Saúde (OMS). Aplicar a terceira dose “é como jogar uma segunda boia para alguns enquanto outros estão se afogando ao lado”, afirmou nesta quarta (25) o diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Ghebreyesus.

Desde dezembro de 2020, 1,7 bilhão de doses foram aplicadas em 189 países, de acordo com um levantamento da Universidade de Oxford. Desse total, 1,3 bilhão ficaram concentrados em 10 países. 

Isso significa que, enquanto alguns países estão aplicando uma terceira dose, outros sequer conseguiram completar o esquema vacinal com duas doses. Esses países, onde a população não está protegida, se tornam um ambiente perfeito para o surgimento de novas variantes. Com a circulação do vírus, maiores são as chances de surgirem as mutações e, consequentemente, novas variantes mais perigosas que podem, inclusive, tornar ineficazes as vacinas que estão sendo aplicadas como terceira dose.

“Tomadores de decisão não devem usar recursos escassos como a vacina em uma aplicação sem comprovação científica, desviando-a de suas duas principais prioridades no momento: evitar mortes e impedir o surgimento de variantes mais perigosas”, afirmou Kate O’Brien, diretora de imunização da OMS.

Fonte: https://www.brasildefato.com.br/

Foto: Tatiana Fortes 

Mayler Olombrada, que teve dois artigos publicados na New England Journal of Medicine, é medico no HMAP e pretende realizar estudos em Aparecida para aprimorar os serviços prestados à população devido ao potencial da cidade para a inovação e a ciência

O cardiologista, professor, pesquisador e diretor técnico do Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP), Mayler Olombrada, teve dois artigos publicados nesta quinta-feira, 26 de agosto, na New England Journal of Medicine (NEJM), revista médica estadunidense reconhecida pela comunidade científica mundial, publicada pela Massachusetts Medical Society há mais de dois séculos e laureada em 1996 com o Prêmio Polk por excelência jornalística. Os trabalhos são relativos a estudos sobre a melhor estratégia para se prevenir complicações tromboembólicas em pacientes com Covid-19, e, segundo Mayler, novas pesquisas estão em andamento e poderão embasar iniciativas para aprimorar a atenção à Saúde para a população de Aparecida.

“Mayler participou como investigador e co-autor dos dois artigos, embasados por três estudos, e depois que os concluiu trouxe os resultados para conhecimento da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Ele tem interesse em desenvolver trabalhos científicos no HMAP porque é uma unidade de excelência e destacou que Aparecida tem potencial para ter um Centro de Inovação e Pesquisa atuante com destaque nacional e até internacional”, afirma o secretário de Saúde Alessandro Magalhães.

Covid-19 em foco

Os artigos “Anticoagulação terapêutica com heparina em pacientes criticamente enfermos com Covid-19” e “Anticoagulação terapêutica com heparina em pacientes não críticos com Covid-19” demonstram a realidade dos tratamentos com medicações já disponíveis para todos os profissionais. Mayler Olombrada destaca que “procuramos avaliar as melhores estratégias de anticoagulação, seja de profilaxia, com dose mais baixa, ou de anticoagulação plena, que seria com dosagem mais alta. Nos pacientes críticos não conseguimos evidenciar a superioridade de uma das duas possibilidades, mas nos não críticos houve um melhor resultado”.

A recepção dos artigos foi tão positiva que a New England publicou um editorial (“Sobrevivendo ao Covid-19 com heparina?”) comentando os trabalhos. Segundo dados da instituição, que é considerada uma das mais influentes e citadas na literatura científica do gênero no mundo, cerca de um milhão de pessoas em todo o planeta leem as publicações semanalmente.

Potencial científico e tecnológico de Aparecida

“Atualmente desenvolvo estudos com pesquisadores não apenas sobre a Covid-19, mas também em outras áreas e acredito que Aparecida tem um grande potencial para desenvolver pesquisas clínicas tanto na área de Saúde como também envolvendo aspectos de ciência e tecnologia, como, por exemplo, inteligência artificial. Estamos trabalhando, dentre outras coisas, num aplicativo que nos permite classificar radiografias de tórax como Covid-19 ou não, e poderíamos levar essa ferramenta para ser utilizada nas Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) locais”, diz Mayler Olombrada.

O médico pesquisador acrescenta que também está trabalhando numa iniciativa que prevê complicações baseada no uso de inteligência artificial nas tomografias de pacientes internados com suspeita de Covid-19. A esse respeito, ele frisa que “podemos desenvolver muitos estudos do interesse do município. A publicação desses artigos num periódico renomado como a New England é mais uma mostra da capacidade de Aparecida e de seus profissionais em contribuir para a ciência mundial”.

Fonte: http://www.aparecida.go.gov.br/

Foto: Wigor Vieira

Parceria será feita com a Eurofarma

Por Elaine Patricia Cruz

A Pfizer e a BioNTech anunciaram hoje (26) a assinatura de um acordo com a farmacêutica brasileira Eurofarma para a produção de vacina contra a covid-19. A vacina será produzida no Brasil e distribuída em toda a América Latina.ebcebc

De acordo com o comunicado das empresas, as atividades de transferência técnica, desenvolvimento no local e instalação de equipamentos começarão imediatamente. A Eurofarma vai receber o produto de instalações dos Estados Unidos.

A expectativa é que o laboratório brasileiro seja capaz de produzir 100 milhões de doses por ano, que devem começar a ser entregues em 2022.

A vacina fabricada pela Pfizer/BioNTech, chamada de ComiRNAty, já está sendo aplicada no Brasil por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Mas até então ela vinha do exterior pronta para aplicação.

Essa vacina utiliza uma nova tecnologia, com RNA mensageiro (mRNA). Segundo a Pfizer, esse tipo de vacina carrega o código genético do vírus que contém as instruções para que as células do corpo produzam determinadas proteínas. Ou seja, elas atuam introduzindo nas células do organismo a sequência de RNA mensageiro, que contém a receita para que essas células produzam uma proteína específica do vírus. Uma vez que essa proteína seja processada dentro do corpo e exposta ao nosso sistema imunológico, este pode identificá-la como algo estranho, um antígeno e criar imunidade contra ele.

O imunizante da Pfizer é aplicado em duas doses. No Brasil, a vacina  recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser aplicada em adolescentes entre 12 e 17 anos. O imunizante da Pfizer é o único autorizado para essa faixa etária até o momento.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/

Imagem de x3 por Pixabay

Por Daniela Ribeiro

Com nova resolução que reorganiza a distribuição de doses para as cidades goianas, a cidade retoma a vacinação contra a covid-19 nos drives na próxima quarta a partir das 13h

Com a aplicação de 438.288 doses em Aparecida, o município atingiu 73,94% da população adulta com a primeira dose. (D1). A cidade já vacinou 29,75% dos moradores com as duas doses ou dose única, estando completamente imunizados. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), até 23 de agosto de 2021 foram 312.541 doses aplicadas de D1 e 125.747 de segunda dose (D2) ou dose única.

A cidade recebeu de 20 de janeiro a 17 de agosto 319.145 doses para D1, 131.420 para D2 e 16.870 de dose única, totalizando 467.435. Atualmente, o estoque de vacinas para a 1ª aplicação é de 1.070 e 12.020 para a segunda e 10 doses de aplicação única. A população adulta da cidade é estimada em 422.666 habitantes, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

vacinação em Aparecida de Goiânia segue, nesta terça-feira (24), apenas por agendamento pelo aplicativo Saúde Aparecida. Desta forma, a aplicação da primeira dose ocorrerá exclusivamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) dos setores Andrade Reis, Jardim Olímpico, Bairro Cardoso, Jardim Florença e Veiga Jardim e na Central Municipal de Imunização. As vagas para esta terça-feira foram liberadas às 17h. O acesso à ferramenta pode ser feito também pelo site aparecida.go.gov.br.

Já na quarta-feira, 25 de agosto, quando a cidade receberá novas doses dos imunizantes contra a Covid-19, será retomada a aplicação da 1ª dose na população acima de 18 anos nos dois drive-thrus, sendo um na Cidade Administrativa e outro no Centro de Especialidades. A vacinação nesses locais começará às 13h e segue até 18h. Na quinta e sexta-feira, a aplicação da 1ª dose nos dois drives é das 8h às 18h. Para receber o imunizante nesses postos não é necessário agendar.

A vacinação nas cinco Unidades Básicas de Saúde e na Central de Imunização também continuará por agendamento pelo aplicativo Saúde Aparecida e a cidade voltará a totalizar 8 postos de vacinação para primeira dose. Para receber a dose do imunizante, tanto nos drives quanto nas Unidades de Saúde, o morador de Aparecida acima de 18 anos precisa apresentar documento de identidade, comprovante de endereço de Aparecida e cartão SUS.

“Com a nova resolução da Comissão Intergestores Bipartite de Goiás (Cibe-Go), as doses que chegarem ao Estado serão repassadas aos municípios na manhã de todas as quartas-feiras, então, por isso, nesta quarta, com este novo envio, poderemos retomar os drives que vacinam por livre demanda”, comunicou a coordenadora de Imunização da SMS de Aparecida, Renata Cordeiro. “Em Aparecida o lema é dose recebida, dose aplicada. Nossa estrutura está montada e pronta, e, com ela, tendo doses, atendemos até cinco mil pessoas diariamente nos postos de 1ª e 2ª dose”, pontuou.

Segunda dose

A aplicação da segunda dose segue normalmente nos sete postos de Vacinação, sendo eles o drive-thru do Aparecida Shopping, que funciona das 8h às 18h nos dias de semana e aos sábados das 8h às 17h. No local, são aplicados o reforço de todas as vacinas (Pfizer, Astrazeneca e Coronavac). Há ainda as cinco UBS’s – Jardim Olímpico, Bairro Cardoso, Veiga Jardim, Andrade Reis e Jardim Florença, que funcionam das 8h às 16h e a Central de Imunização, das 8h às 17h, para aplicação da Dose 2. O atendimento é feito de segunda a sábado. Não é necessário agendar para receber a segunda dose em nenhum dos postos.

“É importante que todos que tomaram a primeira dose e já estão com a data aprazada completa, que retornem aos postos para tomar a segunda dose e completar o seu esquema vacinal. Somente com a Imunização completa as pessoas ficam protegidas das formas graves da Covid-19, evitando internações”, sublinhou a coordenadora de Imunização, Renata Cordeiro.

Renata explica ainda que estão sendo estudadas medidas, junto ao Comitê de Prevenção e Enfrentamento à Covid-19 de Aparecida, para ampliar a cobertura completa da vacinação na cidade. “Semana passada, por exemplo, iniciamos a aplicação da segunda dose nas indústrias de maior porte do município, aumentando então a cobertura vacinal no município. Pois somente com toda a população com as duas doses poderemos reduzir a circulação do vírus e de suas variantes, como a Delta”.

Mutirão de Vacinação

Com a nova reorganização na distribuição de doses da vacina contra a Covid-19 para as cidades pelo governo do Estado, somente às quartas, ação denominada Super Quarta realizada em agosto fica suspensa. A partir de agora, a Secretaria de Saúde de Aparecida realizará o Mutirão de Vacinação às sextas e sábados, em mais de 20 UBS´s disponíveis, enquanto houver estoque de doses, serão disponibilizadas mais de 4 mil doses para agendamento em 21 postos de vacinação durante o Mutirão da Vacinação. Os drives nesses dois dias continuam funcionando normalmente por livre demanda.

Fonte: http://www.aparecida.go.gov.br/

Imagem: LuAnn Hunt por Pixabay

Produzido por abelhas a partir da seiva das árvores, própolis é consumido pela humanidade há milhares de anos

Sarah Fernandes

Naturalmente é uma substância que ajuda as abelhas a limpar a colmeia e a afastar predadores, mas entre os seres humanos ganhou status de “super alimento”. Estamos falando do própolis, um elemento natural produzido pelos insetos a partir da seiva das árvores, que reúne diversas propriedades nutricionais.

Ele já é usado a milhares de anos pela humanidade devido às suas reconhecidas propriedades bactericidas, cicatrizantes, antioxidantes e anti-inflamatórias. Apesar das muitas funcionalidades, não há um dosagem considerada ideal para consumo do produto, como explica a nutricionista Juciany Medeiros.

:: Os benefícios do própolis para a saúde :: 

"No consumo diário a gente pode colocar algumas gotas de própolis em sucos ou na preparação de outras bebidas. No início as pessoas acham amargo, mas é preciso lembrar que tem dois tipos de própolis: os com álcool e os sem álcool. Para gestantes e crianças a gente aconselha consumir o tipo sem álcool", diz.

Quem quer incluir o própolis na dieta deve ficar atento a algumas informações. As principais são o tipo e a procedência do produto. A variedade do própolis depende da abelha que o produz, mas os tipos mais conhecidos variam pela sua coloração: verde, vermelho ou marrom.

"Lembrando que o melhor própolis é o orgânico. Ele é mais seguro, não é contaminado por metais pesados, nem apresenta resíduos de agrotóxicos", pontua a nutricionista.

O apicultor Victor Hugo Pedraça, se dedica há 16 anos a produzir mel e própolis de forma orgânica, em Mossoró, Rio Grande do Norte.

A atividade é feita em sua casa, a partir da criação de abelhas da espécie Jandaíra, nativa da região e caracterizadas por não ter ferrão. Toda a criação é feita em caixas especiais chamadas meliponários, respeitando o comportamento associativo das abelhas.

:: Além dos benefícios para a saúde, o mel é uma boa opção para comercialização :: 

"É uma troca de saberes e ao mesmo tempo de recompensas. O ser humano cuida dela e ela nos dá de presente o mel, o saburá e o própolis. A gente não tira todo o mel da colônia porque ela produziu para ela, eu que tenho que pedir licença se vou pegar um pouquinho desse mel para fazer alguma renda", afirma Pedraça.

: Abelhas: fundamentais para agricultura, mas ameaçadas pelos agrotóxicos ::

Vale lembrar que a produção de própolis é apenas um pequeno indicativo da importância das abelhas para os seres humanos. Estudos apontam que pelo menos 75% dos alimentos consumidos dependem, direta ou indiretamente, do trabalho de polinização desses pequenos insetos.

"A alimentação da gente depende das abelhas, mas somos muito egoísta no tratamento com elas. As abelhas sofrem com agrotóxico, sofrem com desmatamento, sofrem com venenos nas cidades. Partindo desse pressuposto, é importante destacar que a vida do planeta perpassa esse animal, que leva nas pernas a vida por meio da polinização", conclui o apicultor.

Fonte: https://www.brasildefato.com.br/

Crédito de imagem: Imagem de Mel Gama por Pixabay

Segundo ele, o sistema de abastecimento da região metropolitana de São Paulo já enfrenta crise, diante dos indicadores de redução dos volumes de chuvas e racionamento de água.

O sistema de abastecimento de água da região metropolitana de São Paulo entrou em nível de alerta nos últimos dias. De acordo com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o principal reservatório da região, o Sistema Cantareira, atingiu 39,2% de volume útil nesta semana. Projeções apontam que o sistema estará abaixo de 20% de reserva até a metade do próximo ano.

Pedro Luiz Côrtes, professor da Escola de Comunicações e Artes e do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental no Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP, comenta os impactos de uma possível nova crise hídrica no abastecimento de água em São Paulo ao Jornal da USP no Ar 1° Edição. “Nós já estamos em uma crise hídrica, porque os indicadores mostram uma redução significativa no volume de chuvas e no armazenamento de água ao longo dos meses deste ano. Para a gente ter ideia, hoje nós temos 20% menos água do que o mesmo período em 2013, ano que antecedeu a crise”, avalia.

Em comparação com a crise hídrica que durou de 2014 a 2016, Côrtes explica que hoje o Sistema Cantareira está em uma situação pior. “Todos os prognósticos indicam uma situação muito similar. De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemadem), a capacidade do Sistema Cantareira estará pouco acima de 20% até o final do ano. Outro prognóstico, este de um representante da Sabesp, em evento do Instituto de Estudos Avançados da USP, aponta que o mesmo sistema estará abaixo de 20% na metade do próximo ano”, explica. Para Côrtes, esses são pontos que reforçam a efetivação de uma nova crise hídrica e de abastecimento em 2022.

O professor ainda destaca que racionamento é um termo que gestores públicos estão evitando neste período pré-eleitoral. “A verdade é que já temos um racionamento em curso na cidade de São Paulo, porque, sistematicamente, a Sabesp está reduzindo a pressão de água durante algumas horas do dia, em diversos bairros, divulgando a relação dos afetados no site”, ressalta. Ele ainda explica que essa prática é resultante da última crise hídrica, no sentido de diminuir as perdas por vazamentos na rede. “O que a Sabesp pode fazer, e provavelmente já deve operar nesse sentido, é aumentar o horário de redução da pressão da água e também o número de bairros afetados. Na prática, já temos um racionamento, e ele pode ser ampliado mesmo que o órgão não reconheça a situação”, avalia.

O ponto crucial e a mais importante iniciativa neste momento é o reconhecimento de uma crise hídrica pela Sabesp. “Ela vem refutando a ideia e reforçando que a população deve ficar tranquila e economizando água, mas não aponta oficialmente para nenhum possível cenário de crise hídrica”, explica. Côrtes ainda lembra o fato de que os investidores devem prestar atenção na crise hídrica, já que relatórios de investimentos da instituição não a apontam como um agravante. “Mesmo com todos os investimentos da Sabesp antes e depois da crise, com a população economizando água e com o Sistema Cantareira com nova forma de gestão, hoje nós temos um volume menor de água armazenada do que tínhamos em 2013. Então, mesmo com todos os investimentos, o sistema não ficou mais resiliente”, finaliza.


Jornal da USP no Ar 
Jornal da USP no Ar é uma parceria da Rádio USP com a Escola Politécnica, a Faculdade de Medicina e o Instituto de Estudos Avançados. 

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos aponta que a variante delta da covid-19 é mais contagiosa que outras cepas e tem mais probabilidade de causar variações graves da doença. As informações foram divulgadas em uma apresentação interna da agência.

A pesquisa diz ainda que a variante delta da covid-19 é mais transmissível do que os vírus que causam MERS, SARS, Ebola, resfriado comum, gripe sazonal e varíola. Além disso, é tão contagiosa quanto a catapora.

A nova aceleração da pandemia registrada pelo planeta tem o Sudeste Asiático como grande protagonista, com aumento de 30% nas mortes na última semana. “A variante delta está se espalhando rapidamente por todos os continentes e já chegou a todos os países”, relata a OMS. “A cepa será dominante globalmente e continuará a se espalhar nos próximos meses, a não ser que surja um novo vírus mais competitivo”, completou o diretor da OMS na Europa, Hans Henri Kluge, na última terça-feira (27).

A infecção pela delta também pode ter maior probabilidade de superar as proteções das vacinas e levar a quadros mais graves, apontou o documento. Estudos do Canadá e da Escócia descobriram que as pessoas infectadas por ela têm maior probabilidade de serem hospitalizadas, enquanto pesquisas em Cingapura indicaram que é mais provável que necessitem de oxigênio.

Ainda assim, o CDC destaca que a vacinação é altamente efetiva para prevenir formas severas da covid-19. “No geral, a delta é a variante problemática que já sabíamos que era”, afirmou o virologista da Weill Cornell Medicine, em Nova York, John Moore. “Mas o céu não está caindo e a vacinação ainda protege fortemente contra os piores resultados.”

Variante delta não deixa flexibilizar
O Brasil registrou, ontem (29), 1.318 mais mortes em decorrência da covid-19 em 24 horas. Com o acréscimo, o país chegou a 554.497 vítimas do vírus. No mesmo período, foram contabilizados 42.283 novos casos, totalizando 19.839.369 desde o início da pandemia, em março de 2020.

No Brasil, a OMS alerta que a cepa deve se tornar dominante a partir das próximas semanas. Entretanto, as autoridades brasileiras mais uma vez ignoram os alertas e suspendem as já pouco eficientes medidas de proteção. Em São Paulo, por exemplo, o governador João Doria (PSDB) anunciou o fim de todas as restrições para o dia 17 de agosto.

O cientista Miguel Nicolelis reforça que a variante delta é transmissível que a gripe comum e terá um impacto enorme sobre a população brasileira. “Mais de 71 mil casos nas últimas 24 horas nos EUA. Precisamos nos preparar para uma nova possível explosão de casos no Brasil por esta variante”, disse em seu perfil do Twitter.

Já a cientista e epidemiologista Denise Garrett enfatizou não é o momento de flexibilizar nenhuma medida de restrição. Ela afirma que as vacinas continuam protegendo, mas a delta tem um “potencial devastador” entre os não vacinados.

“A pandemia entre os não vacinados está levando à um aumento de breakthroughs (infecção entre os completamente vacinados) e transmissão pode aumentar mesmo em comunidades vacinadas. Com a baixa cobertura vacinal no Brasil, somente as vacinas não vão segurar a delta. Medidas não farmacológicas para redução da transmissão são essenciais. Vamos tentar passar por essa onda da delta com o menor dano possível”, acrescentou.

Com informações da Rede Brasil Atual

Pesquisadores da Coreia do Sul desenvolveram uma tecnologia capaz de extrair energia do movimento da água. A ideia é transformar a energia mecânica de gotas de chuva ou da descarga do vaso sanitário em energia elétrica. 

Para alcançar os resultados, Youn Sang Kim se uniu a colegas da Universidade Nacional de Seul e do Instituto de Tecnologia Eletrônica da Coreia para adaptar um transformador que faz essa conversão. 

A tecnologia utiliza materiais dielétricos, que são isolantes elétricos que atuam como condutores. Esses itens são introduzidos na água e, com isso, se forma uma dupla camada elétrica no exterior. As variações entre a água e essa camada induzem cargas elétricas em um eletrodo, feito de polímero. Esses eletrodos são flexíveis e transparentes. Por isso, poderiam cobrir janelas, telhados e vasos sanitários para gerar energia limpa.

A energia, em suma, nasce do contato entre o polímero e as gotas de água em movimento. 

Os pesquisadores gravaram um vídeo para mostrar o funcionamento da tecnologia. Confira:

Outra pesquisa faz a energia elétrica a partir do coco. Cho Jae-weon, professor de engenharia ambiental do Instituto de Ciência e Tecnologia de Ulsan (UNIST) criou o vaso sanitário BeeVi, que  funciona por meio de uma bomba a vácuo que manda as fezes para um tanque subterrâneo, onde o excremento é transformado em gás metano, gerando energia para várias áreas do prédio.

Confira a matéria completa no Uol:

https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2021/07/14/cientista-inventa-vaso-sanitario-que-usa-coco-para-gerar-energia-e-dinheiro.amp.htm?__twitter_impression=true

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