Cidades: Ita recolhe 500 veículos que prestam serviço à prefeitura de Goiânia

caminhoesA Ita Empresa de Transportes suspendeu na segunda-feira (26) o contrato com a Prefeitura de Goiânia , alegando atraso de 11 meses no pagamento do aluguel de 500 veículos, entre eles ambulâncias e caminhões. O mesmo número de funcionários foi demitido. “Chegou a um momento de insustentabilidade da situação. Temos nossa limitação de crédito e temos que honrar com nossos compromissos com fornecedores e empregados”,disse ao G1 o diretor da empresa, Márcio Palmerston. Ele, contudo, preferiu não informar o valor da dívida.

A prefeitura de Goiânia disse que não vai comentar a suspensão do serviço porque as negociações com a contratada continuam.

A frota retirada das ruas inclui ônibus, caminhões, vans, carretas e ambulâncias. Com o recolhimento dos veículos, inúmeros serviços ficam prejudicados na capital como manutenção da iluminação pública, limpeza de boca de lobo e urbana, traslado de lixo, coleta seletiva, transporte de pacientes e servidores e veículos usados no serviço administrativo.

A situação também prejudica os funcionários, que receberam o aviso prévio no mês passado. Trabalhando há um ano e meio na Ita, o motorista Bruno Siqueira da Silva disse que se surpreendeu quando foi informado da demissão. “Todo mundo tem seu compromisso, tem filhos, esposa, tem casa. Tenho que procurar um novo emprego. A nossa esperança é de que acertassem e nós continuássemos na Ita”, lamentou em entrevista à TV Anhanguera.

A suspensão do contrato com a empresa que fornecia os veículos aumenta ainda mais crise da Prefeitura de Goiânia, pois três categorias estão em greve. Os últimos a parar as atividades foram os professores e funcionários administrativos da rede municipal de ensino.

greve1Servidores da educação
Os servidores da educação anunciaram a greve no dia 22, mas só iniciaram o movimento na segunda-feira (26). O Sindicato Municipal dos Servidores da Educação de Goiânia (Simsed) afirma que cerca de 70% das escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) estão sem aula. Entretanto, a Secretaria Municipal de Educação alega que 70% das unidades de ensino funcionaram nesta quarta-feira (28).

A categoria reclama que a prefeitura não cumpriu o acordo firmado entre as partes em outubro do ano passado, após os servidores pararem as atividades. As principais reivindicações são o aumento salarial e o retorno das gratificações.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que está cumprindo o acordo firmado com a categoria e afirma que, entre as medidas, está o “reajuste salarial para professores de 8,32% neste ano, mantendo o piso salarial 7,3% acima do piso nacional”. O órgão disse ainda que “o decreto nº. 1248/2014 formaliza no âmbito da administração municipal o que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal”.

Agentes de trânsito
Os agentes da Secretaria Municipal de Trânsito (SMT) estão em greve desde o último dia 9. Segundo o presidente do Sindicato dos Agentes de Trânsito de Goiânia (Sinatran), Clauber Maia, os agentes reivindicam melhores condições de trabalho e o cumprimento de um plano de carreira e salários, que já foi aprovado pela administração municipal no fim do ano passado.

O sindicato ainda pede que a SMT tenha funcionários com especialização técnica. Além disso, reclama que smtfalta convênios com as polícias que atuam na capital e que os agentes se sentem desprotegidos nas funções.

A SMT informou que já foi aberta uma negociação com os agentes de trânsito e que os serviços como atendimento a semáforos apagados, congestionamentos, obras e eventos continuam mantidos.

gcmGuardas civis
Os primeiros a entrar em greve, no dia 6 de maio, foram os integrantes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) de Goiânia. Os guardas são responsáveis por proteger prédios públicos e pela segurança urbana preventiva.

De acordo com o presidente da Associação da Guarda Civil, Romário Policarpo, eles reivindicam um aumento salarial de 25 a 30 %, valor que teria sido acordado com a prefeitura no ano passado, mas que eles não receberam. Eles também querem melhores condições de trabalho.

Segundo a GCM, as reivindicações dos trabalhadores já estão sendo atendidas. No entanto, as exigências precisam de prazo para serem cumpridas.

Fonte:G1

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