Chuva e neve obrigam mudança de planos na caravana chilena ao Brasil

Share on facebook
Share on twitter
Share on google
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on telegram
Share on email

chileAs fortes chuvas acompanhadas de nevasca ocorridas na Zona Central do Chile na terça e na quarta-feira (3 e 4/6) obrigaram as autoridades a fechar o passo fronteiriço Los Libertadores (próximo a Santiago), devido à quantidade de neve na pista. Isso fez a caravana mudar os planos. Depois do grupo que saiu com mais ou menos 100 veículos na sexta de manhã, um segundo grupo, com aproximadamente 600 veículos saiu neste sábado. Como a maioria dos organizadores está no primeiro grupo, os deste sábado não estão tão bem coordenados. Se separaram em diversos pequenos comboios, que traçaram planos diferentes. Uns foram somente até Copiapó e levantaram neste domingo às 5h, já que estão a 800km do Passo Fronteiriço Jama. Outros dormiram na cidade de Antofagasta, a 300km da fronteira, e dormem até às 10h. Todos eles pretendem chegar na aduana argentina por volta das 15h.

Chá de coca

O Passo Fronteiriço Jama é um dos de maior altitude na Cordilheira dos Andes. A aduana fica a cerca de 4400 metros de altura e o ponto mais alto do caminho é o Cerro El Colorado, que tem 4900 metros. Os participantes se preparam para a subida, alguns trazem medicamento especial para encarar o ar rarefeito, porém o mais recomendável é o chá com folha de coca, muito consumido na Bolívia, mas que também se pode encontrar no norte do Chile.

Representantes do país

Por onde a caravana passa é nítida a demonstração de carinho das pessoas. Os torcedores aventureiros são a grande notícia do país atualmente. Na estrada, recebem buzinas de incentivo de caminhões e ônibus. “Ou estamos dirigindo muito mal ou o pessoal ama a gente mesmo”, brincou Manuel Ortiz, um dos participantes. O vendedor de alumínio Miguel Rubio, com quem a reportagem vem acompanhando a Invasão Chilena, se emociona quando passa dentro das cidades e as pessoas os recebem com aplausos e gritos de incentivo: “a gente se sente quase como os jogadores da seleção, vamos ser os representantes dessa gente toda lá no Maracanã”.

Apoio policial

O governo chileno tem dado importante apoio à caravana, colocando a polícia civil e militar à disposição, coordenadas com alguns organizadores, para dar suporte aos participantes ao longo do trajeto. A Extranjería Chilena (polícia de fronteira) enviou uma equipe móvel para acompanhar os grupos e agilizar a papelada durante o caminho. “Nossa missão é fazer com que todos os veículos cheguem na aduana com o trâmite já adiantado, só para revisar bagagem e passar”, explica o Subcomissário Mauricio López, que encabeça o operativo.

A equipe móvel dá prioridade a grupos que vão com menores de idade, pois segundo López, “é onde mais vemos que as pessoas não têm a informação sobre todos os documentos necessários. Temos um casal que encontramos na cidade de La Serena, que trazia só as identidades, mas precisa certidão de nascimento também. Coordenamos com o serviço de Registro Civil e na próxima cidade eles vão passar lá no cartório e retirar os papéis”. Também haverá pessoal da Polícia Civil chilena, em coordenação com a Polícia Federal brasileira, para prestar suporte à caravana chilena nas cidades fronteiriças de Foz do Iguaçú e Uruguaiana, em Belo Horizonte (concentração da seleção chilena) e nas três cidades onde o Chile jogará na fase de grupos: Cuiabá, Rio de Janeiro e São Paulo.

Piñera desertor

Entre os desertores de última hora, uma figura famosa. O cantor e empresário da noite Miguel Piñera, irmão do ex-presidente Sebastián Piñera, tinha programado ir de moto com um grupo de amigos do Fan Club Harley Davidson de Santiago. Porém, a família Piñera anunciou durante a semana que todos os irmãos embarcam neste fim de semana em um cruzeiro pelo Mar Adriático e a namorada de Miguel Piñera (a modelo argentina Emilia Sottano) confirmou que ele desistiu da caravana para estar com a família.

Notícia postada em  

  • 9 de junho de 2014
  • Da Redação