Casal é preso suspeito de vender a virgindade da filha por R$ 3 mil

Além dos dois, mais três pessoas foram presas em operação da Polícia Civil.

pedofiliaUm casal foi preso na quinta-feira (20) suspeito de vender, por R$ 3 mil, a virgindade da própria filha, de 12 anos, em Piracanjuba, no sul de Goiás. Os pais negam a acusação. Apontado como o homem que abusou da menina, o gerente de uma fazenda, de 43 anos, também foi detido. Ele ainda é suspeito de estuprar, há cerca de um mês, a neta de 3 anos.

A mãe da garota de 12 anos negou as acusações da Polícia Civil. “Ele [gerente da fazenda] é meu compadre. Jamais ele vai vou comprar as minhas filhas. Eu não vou vender minha filha, ela não é de venda”, se defendeu.

Além dos três, outros dois homens foram presos durante operação da Polícia Civil contra a pedofilia no município do interior goiano. Um deles, de 35 anos, é professor da rede estadual de educação.

Professor
O educador já havia sido detido em abril deste ano pelo mesmo crime. Mesmo apontado pela polícia como autor de 20 estupros de meninos com idade entre 12 e 16 anos, ele foi liberado uma semana depois, após a Justiça acatar o pedido de habeas corpus. Afastado da sala de aula depois da prisão, ele passou a trabalhar na administração da Subsecretaria Regional de Educação de Piracanjuba.

A polícia continuou a investigar o professor e afirma que ele não parou de cometer os crimes. “Ele promovia festas para que esses adolescentes pudessem se embriagar, ele levava para Caldas Novas, fornecia droga para que essas crianças e adolescentes ficassem instrumentalizados para a prática deste tipo de ato libidinoso. Além disso, ele ofertava presentes, vantagem pecuniária, ameaçava de tirar ponto, tirar nota”, afirmou o delegado responsável pela investigação, Vicente de Paulo Silva e Oliveira.

Conversas em redes sociais interceptadas pelos investigadores reforçam a suspeita. Em uma delas, uma das vítimas fala que tentou ligar para o professor, mas não conseguiu. O suspeito responde que estava na casa da avó e que quer um abraço do menino “peladinho”.

Em outro bate-papo, um menino pede emprego para o professor. Ele diz que vai ajudá-lo a encontrar trabalho mas, para isso, o garoto precisa se prostituir. “Dinheiro na mão, cueca no chão”, escreve o suspeito.

O outro envolvido é o chefe de um assentamento rural localizado no município. Ele é suspeito de estuprar uma garota de 12 anos.

Prisão preventiva
Todos os suspeitos estão detidos na unidade prisional de Piracanjuba. Segundo o delegado, eles serão indicados pelos  crimes de pedofilia e estupro de vulnerável.

O professor ainda deve responder por tráfico de drogas. Caso seja condenado pelos três crimes, ele pode pegar até 100 anos de prisão, conforme a polícia.

G1

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