Brunoro critica má gestão dos clubes e falta de capacitação dos técnicos

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Dirigente do Palmeiras ainda disse que os clubes não devem ceder à pressão dos torcedores, que também precisam de uma mudança de comportamento

bunoDiretor executivo do Palmeiras, José Carlos Brunoro esteve na manhã desta quinta-feira no 4º Fórum Nacional do Esporte, e fez duras críticas ao momento vivido pelo futebol brasileiro, no aspecto da gestão profissional dos clubes e a falta de capacitação dos técnicos.

“Precisamos de mais profissionalismo. Precisamos ser mais cobrados, queremos muito direitos e poucos deveres. Hoje nós precisamos melhorar a qualidade da gestão das entidades em todos as partes. Pecamos muito pelo amadorismo”, disse o dirigente, em debate sobre o marketing no esporte durante o evento.

Para Brunoro, existe uma relação próxima entre a má gestão profissional dos clubes e a falta de educação dos torcedores brasileiros. Segundo o dirigente, a mentalidade dos fãs também precisa mudar.

“Precisamos de um trabalho forte no âmbito estratégico, de 20 ou 30 anos, agregado a um trabalho de educação do povo. Não dá para ficar na mão dos torcedores de futebol. No Palmeiras, cortamos a relação e somos ameaçados por isso. Assim, as famílias podem ir aos estádios com tranquilidade. Se eu vou colocar no Palmeiras um teto de salário, contrato de produtividade e pago tudo em dia, o torcedor quer que se dane, quer um time forte. E diz, queremos jogador, queremos jogador”, afirmou Brunoro.

O dirigente lembrou a goleada sofrida pelo Brasil pela Alemanha (7 a 1) e citou a falta de conhecimento dos técnicos brasileiros. “Tivemos dificuldades com os países sul-americanos, e há uma distância para os europeus. O 7 a 1 para a Alemanha e o 3 a 0 para a Holanda mostram isso. Nenhum técnico da base passou por uma escola de treinadores. Tem que ter capacitação profissional desde lá debaixo. O fato de ter sido atleta não tira o mérito dele, mas com a capacitação melhora ainda mais esse potencial”.

O diretor do Palmeiras ainda lamentou a ausência de patrocinadores nos clubes brasileiros. Times como São Paulo e Palmeiras, por exemplo, não possuem patrocínio master permanente. “A maioria dos clubes, incluo nisso o Palmeiras, não tem mais patrocínio fixo. Faz praticamente um ano e meio que isso ocorre, com exceção da Caixa, que vem investindo bastante”, concluiu José Carlos Brunoro.

IG