Brasil chega a 487 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas

Da Redação
26/01/2022 - 09:18
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Brasil chega a 487 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas

O Brasil registrou na terça-feira (25) 199.126 novos casos conhecidos de Covid-19 em 24 horas, chegando ao total de 24.334.072 diagnósticos confirmados desde o início da pandemia.

Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi a 159.789 – a maior marca registrada até aqui e marcando o oitavo recorde seguido. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +203%, indicando tendência de alta nos casos da doença.

Dessa forma, a média móvel de vítimas atinge agora um patamar acima do que estava às vésperas do ataque hacker que gerou problemas nos registros em todo o Brasil, ocorrido na madrugada entre 9 e 10 de dezembro (leia mais abaixo). Na época, essa média indicava 183 mortos pela doença a cada dia.

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Em 12 de dezembro, o ministério informou que o processo para recuperação dos registros dos brasileiros vacinados contra a Covid-19 após ataque hacker foi finalizado, sem perda de informações. Mas, no dia seguinte, o ministro Marcelo Queiroga disse que houve um novo ataque hacker. A previsão inicial de estabilização dos sistemas, de 14 de dezembro, não foi cumprida.

No início de janeiro, o ministério informou que quatro de suas plataformas foram reestabelecidas ainda em dezembro; afirmou que, no dia 7 de janeiro, normalizou a integração entre os sistemas locais e a rede nacional de dados, e que o retorno do acesso às informações estava sido gradual.

Curva de mortes nos estados

Em alta

(21 estados e o DF): PR, RS, SC, ES, MG, RJ, SP, DF, GO, MS, MT, AC, AM, AP, AL, BA, CE, MA, PB, PI, RN e SE

Em queda (2 estados): PA e RO

Em estabilidade (3 estados): RR, TO e PE

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo g1 para analisar as tendências da pandemia).

Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os números de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Já a variação percentual para calcular a tendência (alta, estabilidade ou queda) leva em conta os números não arredondados.

Vacinação reduz mortes
O g1 divulga abaixo a média móvel de casos conhecidos, em vez da média móvel de mortes, em razão do momento da pandemia no Brasil. O grande número de vacinados com duas doses, perto de 69% da população, contribuiu para reduzir significativamente a quantidade de mortes no país. Associada a isso, a variante ômicron fez explodir o total de casos.

No momento atual da pandemia no Brasil, a média móvel de casos conhecidos tem sido mais importante como estatística que a média móvel de mortes. Ainda assim, o número de mortes vem crescendo conforme explodem os contágios em todo o país.

O grande número de vacinados com duas doses, perto de 69% da população, contribuiu para reduzir significativamente a quantidade de mortes no país. Por outro lado, a variante ômicron fez explodir o total de casos a patamares superiores aos da segunda onda da pandemia.

Desta forma, o Brasil registrou nesta terça-feira (25) 183.722 novos casos, segundo o Ministério da Saúde, e 199.126 novos casos conhecidos de covid-19 em 24 horas, segundo o consórcio da imprensa. Com isso, o total oficial de casos é de 24.311.317 diagnósticos confirmados desde o início da pandemia.

Assim, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi a 159.789 – a maior marca registrada até aqui e marcando o oitavo recorde seguido, de acordo com o cálculo do consórcio da imprensa. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de+203%, indicando tendência de alta nos casos da doença.

O país também registrou 487 mortes pela covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 623.843 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 332 — a maior registrada desde 28 de outubro do ano passado. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +170%, indicando tendência de alta nos óbitos decorrentes da doença.

Dessa forma, a média móvel de vítimas atinge agora um patamar acima do que estava até 10 de dezembro, quando ocorreu um ataque hacker. Na época, essa média indicava 183 mortos pela doença a cada dia, com uma das menores taxas consolidadas há semanas.

Vacinação: 69,15%

Os dados do consórcio de veículos de imprensa desta terça-feira (25) mostram que 148.559.742 pessoas estão totalmente imunizadas. Este número representa 69,15% da população. A dose de reforço foi aplicada em 41.491.509 pessoas, o que corresponde a 19,31% da população.

Nove estados e o Distrito Federal divulgaram números da vacinação de crianças entre 5 e 11 anos: Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Rio Grande do Sul e São Paulo. No total, 574.559 doses foram aplicadas em crianças, que estão parcialmente imunizadas. Este número representa 2,8% da população nessa faixa de idade que tomou a primeira dose.

A população brasileira acima de 5 anos que está parcialmente imunizada é de 81,6% e a população acima de 5 anos que está totalmente imunizada é de 74,2%. Nos dois casos, a grande maioria do percentual é formada pela população adulta.

7 estados não divulgaram dados da vacinação.

Estados com maiores percentuais de totalmente imunizados (2ª dose + dose única): SP (79,10%), PI (75,86%), MG (73,33%), MS (72,43%) e RS (71,97%).

Estados

São 21 estados e o DF com aceleração de mortes, sendo que apenas Pará e Rondônia estão em queda e Roraima, Tocantins e Pernambuco em estabilidade.

Acre, Goiás e Roraima não registraram mortes por covid nas últimas 24 horas. Por outro lado, os gráficos divulgados pelo G1 com a média de casos em cada estado revelam um avanço descontrolado em duas semanas: