Bolsa sobe 1,54%, e rompe a marca de 58 mil pontos

bolsaO bom desempenho apresentado por algumas das principais ações que formam o índice da bolsa e a impressão dos agentes de que haverá segundo turno da disputa presidencial levaram o índice da bolsa brasileira a fechar com ganhos expressivos, chegando ao seu maior patamar em mais de um ano.

O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou as operações em alta de 1,54%, aos 58.449 pontos e com um volume negociado de R$ 7,199 bilhões. Com isso, o índice passa a acumular ganho de 4,69% no mês, 13,48% no ano e de 13,33% em 12 meses. Das 70 ações que formam o índice, 50 fecharam em alta, com destaque para bancos e Petrobras: Itauunibanco PN (ITUB4, 2,98%), Bradesco PN (BBDC4, com 2,55%), Petrobras PN (PETR4, com 2,35%), Petrobras ON (PETR3, com 2,73%) e Itausa PN (ITSA4, com 2,24%).

Segundo avaliação do analista Fábio Cardoso, do BB Investimentos, “o Ibovespa operou em alta durante todo o pregão desta terça-feira,acompanhando a retomada do otimismo dos mercados mundiais com o abrandamento das tensões geopolíticas e também com a boa recepção aos índices de inflação nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, o que renova as expectativas sobre uma demora maior para elevação das taxas referenciais de juros por parte dos Bancos Centrais”. Os agentes também repercutiram a entrevista concedida pela presidente Dilma Rousseff na noite desta segunda-feira (18) e, segundo a agência de notícias Reuters, o desempenho não agradou os analistas, ao mesmo tempo em que avaliavam o impacto da entrada de Marina Silva na disputa presidencial

No Brasil, o IPC-Fipe (inflação semanal da cidade de São Paulo) veio em 0,34% na semana encerrada em 15 de agosto, ante 0,21% na semana anterior e consenso de 0,15%. A segunda prévia do IGP-M de agosto trouxe deflação de 0,35%, em linha com o consenso de 0,34%.

Nos Estados Unidos, a inflação ao consumidor medida em julho ficou em 0,1%, ante 0,3% no mês anterior e em linha com o consenso de mercado. A inflação anual ficou em 2,0% abaixo do indicador anterior, de 2,1%. O indicador de construção de casas aumentou 15,7% em julho. Já os alvarás de construção registraram alta de 8,1% em julho, para uma taxa anualizada de 1,052 milhão. No Reino Unido, o índice de preços ao consumidor recuou 0,3% em julho ante o mês anterior. A inflação anualizada ficou em 1,6%, abaixo da meta de 2% do Banco da Inglaterra.

Quanto ao dólar, a cotação fechou em queda pelo quarto pregão consecutivo, com um recuo de 0,37%, a R$ 2,25 na venda. O dia foi de poucas notícias no mercado, ao mesmo tempo em que o foco de acompanhamento seguiu voltado às questões políticas, devido a avaliação do impacto da entrada de Marina Silva na disputa presidencial, após a morte de Eduardo Campos (PSB) em acidente de avião na semana passada.

Segundo informações da agência de notícias Reuters, os mercados sinalizam alguma desconfiança quanto à forma como o atual governo conduz a política econômica, e investidores acabaram recebendo positivamente a pesquisa elaborada pelo Datafolha e divulgada na véspera que mostrou que são pequenas as chances de a presidente Dilma Rousseff (PT) vencer as eleições no primeiro turno. Contudo, a queda do dólar só não foi maior devido a divulgação de dados que sinalizam uma recuperação mais forte da economia norte-americana, o que aumentou os temores de que os juros do país comecem a subir antes das expectativas.

A atuação do Banco Central também afetou as operações do dia. A autoridade monetária brasileira voltou a realizar um leilão de rolagem dos contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda futura de dólares) que vencem em 1º de setembro.

Ao todo, foram negociados 10 mil contratos, sendo 3 mil com vencimento em 04 de maio de 2015 e os 7 mil restantes para 03 de agosto de 2015, em operação que movimentou o equivalente a US$ 493,6 milhões.

O BC também manteve seu programa de intervenções diárias no câmbio, com as novas regras anunciadas em junho. Foram negociados 4 mil contratos de swap cambial: 1,4 mil com vencimento em 1º de junho e 2,6 mil para 1º de setembro de 2015, em um total equivalente a US$ 197 milhões.

Na agenda macroeconômica de quarta-feira, o destaque fica para a publicação do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15) no Brasil, além dos dados de solicitação de empréstimos bancários e da ata da reunião do Federal Reserve (o Banco Central dos Estados Unidos); o índice de preços ao produtor na Alemanha; o PMI (índice dos gerentes de compras) da manufatura na China; o PMI de manufatura e o índice de atividade da indústria do Japão.

GGN

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