BMW i3 recarrega como celular e não gasta no dia a dia

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Ter um carro elétrico para usar no dia a dia, para quem roda basicamente na cidade ou em pequenos trechos de estrada, apesar de ainda ser caro, é uma ótima alternativa: imagine não precisar abastecer ou trocar o óleo e resumir as despesas de manutenção com revisões a cada 10 mil quilômetros e… só.

O BMW i3, único elétrico à venda no Brasil para o consumidor comum (o Toyota Prius é híbrido; Nissan Leaf e os modelos elétricos da Renault são oferecidos apenas a empresas), custa caro — atualmente, entre R$ 199.950 e R$ 209.950 (preços promocionais) –, mas tem atrativos para parecer barato ao consumidor.

Mas como usá-lo?

Para não haver problema com a autonomia (máximo de 160 km), o carro precisa ser utilizado como a maioria das pessoas fazem com um smartphone nos dias de hoje: deve ficar conectado na tomada durante a noite, enquanto você dorme, e se possível (mas não primordialmente necessário) durante a tarde, na garagem do trabalho ou em algum posto de recarga.

Para emergências ou justamente para situações onde o motorista precise (ou possa) recarregar o carro durante a tarde, o WallBox, um kit de R$ 7.500 que pode ser instalado em tomadas convencionais (na versão standard, o wallbox é capaz de fazer carregamentos até 30% mais rápidos do que com o cabo ligado à tomada convencional brasileira, podendo ficar completamente recarregado em 6 horas; na configuração Pure, este kit pode fazer a recarga em menos de 3 horas, mas é preciso uma instalação um pouco mais complexa para seu uso).

Para garantir que o cliente não fique parado na rua, a BMW instalou um motor a combustão (de moto, com cerca de 600 cc) no i3, que entra em ação quando a bateria cai para menos de 20%. É importante dizer que este propulsor não dá movimento às rodas, ou seja, não traciona o veículo, e serve apenas para recarregar a bateria, justamente para que o carro não pare no meio da rua.