Ataques a comboios bloqueiam evacuação de civis em Aleppo

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Um comboio que estava evacuando civis da parte leste de Aleppo, no norte da Síria, foi atacado nesta quinta-feira (15) por milícias governistas. Segundo uma fonte citada pela emissora Al Jazeera, a operação deixou uma pessoa morta e quatro feridas. As informações são da agência de notícias Ansa.

Na última terça (13), chegou a ser anunciado um cessar-fogo para permitir a retirada de civis da cidade, mas a trégua foi violada no dia seguinte, bloqueando a evacuação. Vários ônibus que já estavam prontos para entrar em Aleppo ficaram do lado de fora do município, esperando autorização para o resgate.

Os disparos de hoje indicam que a evacuação na cidade, uma das maiores da Síria, ainda não começou. Segundo a agência estatal turca Anadolu, outro comboio foi forçado a voltar atrás após disparos de milícias iranianas que lutam ao lado do regime de Bashar al Assad. Ainda de acordo com a Anadolu, o ataque teria deixado quatro mortos. O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, é adversário de Assad no tabuleiro da Guerra da Síria.

Ainda assim, um oficial do Exército de Damasco comunicou que a retirada de civis pode começar “a qualquer momento”. Tomada por rebeldes em 2012, Aleppo é alvo de uma operação de reconquista por parte do governo Assad, que é apoiado pela Rússia, pelo Irã e pelo grupo xiita Hezbollah.

Os rebeldes controlavam a parte leste da cidade, que foi quase totalmente recuperada por Damasco. No entanto, civis ainda estão presos nas poucas zonas que permanecem nas mãos dos adversários de Assad. Nesta quinta-feira, o Ministério da Defesa da Rússia disse que milicianos e suas famílias também serão evacuados, sob ordem do presidente Vladimir Putin, da Rússia.

Para isso, serão disponibilizados 20 ônibus e 10 ambulâncias, que seguirão por um corredor humanitário até Idlib. A expectativa de Moscou é que a situação em Aleppo esteja resolvida até o fim desta semana. A retomada da cidade é um importante ponto de virada na Guerra da Síria, já que o regime de Assad voltará a ter em suas mãos os principais municípios do país.

No entanto, muitas áreas continuam dominadas por rebeldes ou pelo grupo terrorista Estado Islâmico.