Aparecida de Goiânia, quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Ataque às Torres Gêmeas em 11/09/01 definiu as duas primeiras décadas do século XXI

Redação
11 de setembro de 2021
A hijacked commercial plane crashes into the World Trade Center 11 September 2001 in New York. The landmark skyscrapers were destroyed in the attack. The all-out war on terrorism unleashed by Washington after the attacks marked a turning point in US-Arab relations and nowhere more so than in once top ally Saudi Arabia. With 15 of the 19 suicide hijackers carrying Saudi nationality and mastermind Osama bin Laden being the scion of a leading Saudi family, the desert kingdom and world oil kingpin, suddenly found itself on the frontline of the war on terror prosecuted by US President George W. Bush.  AFP PHOTO SETH MCALLISTER (Photo by SETH MCALLISTER / AFP)

Em 11 de setembro de 2001, diferentes locais dos EUA, como Nova York, foram atingidos em ataque orquestrado pela rede al-Qaida, liderada pelo saudita Osama Bin Laden. As imagens impactantes das torres do World Trade Center em chamas ainda são o marco do início do século 21. 

Logo depois dos ataques, ainda em outubro, o então presidente dos EUA, George W. Bush, decidiu invadir o Afeganistão para derrubar o Talibã, grupo ultraconservador afegão que governava o país e havia dado abrigo a Bin Laden. Isso, no entanto, foi o gatilho para uma política intervencionista global sob o nome de “Guerra ao Terror”.  

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 As intervenções de Washington tinham três características centrais: implementação de projetos neoliberais, defesa de interesses dos próprios países interventores, como no caso do Iraque, e a movimentação de uma indústria da guerra que gerou imensos lucros. 

De 2001 a 2019, de acordo com um estudo da Universidade de Brown, foram cerca de 6,4 trilhões de dólares (algo em torno de 32,7 trilhões de reais). 

Mas sem dúvida o impacto mais trágico foram as mortes de civis, que chegaram a cerca de 335 mil pessoas no contexto das operações militares.  

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Portanto, por um lado temos a volta do Talibã ao poder no Afeganistão, o que pode ser a indicação de um fracasso das intervenções imperialistas estadunidenses. Por outro lado, um novo enquadramento da ação imperial foi desenhado, um que não necessariamente buscava paz, democracia ou estabilidade, mas que gerou mercados lucrativos e novas formas de controle. 

BdF Explica faz uma breve retrospectiva histórica e destaca os principais legados das ações que se seguiram aos ataques terroristas, desde como pegamos avião e como nos preocupamos em estarmos sendo vigiados, até as ruínas políticas deixadas em muitos países, como Afeganistão, Iraque e Líbia.   

Charges também contaram a história da "Guerra ao Terror"

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Charge ironiza presença dos EUA no Iraque, em 2003 - Carta Maior / Gilberto Maringoni

Imediatamente após os ataques do 11 de setembro, a primeira medida do então presidente George w. Bush foi anunciar a invasão do Afeganistão.  

Ainda que a justificativa fosse caçar Osama Bin Laden, o mentor dos ataques, e derrubar o Talibã, que lhe havia dado abrigo, logo foi perceptível que uma série de interesses imperiais estavam em jogo. 

O passo seguinte foi invadir o Iraque, em 2003, e remover Saddam Hussein do poder. Ali havia interesses muitos concretos de membros do governo dos EUA, entre eles o vice-presidente Dick Cheney, que tinha parte na Halliburton, empresa que fechou lucrativos contratos logo depois da invasão.  

Mais tarde foi descoberto que a inteligência dos Estados Unidos inventou a suposta existência de um arsenal de armas de destruição em massa que justificou a ação militar.

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Nestas imagens, por meio do traço ácido e crítico de Gilberto Maringoni, revisitamos os temas e contradições debatidas nos primeiros dez anos pós-11 de setembro. Das críticas iniciais à invasão à ironia do que de fato foi construído nessa primeira década de intervenções dos EUA. 

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2002 | A resposta dos EUA ao 11 de setembro foi justificada em nome de valores ocidentais. Mas quais valores? / Carta Maior/ Gilberto Maringoni

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2002 | Proposta de Paz: O "terror" foi a palavra-chave que retratava a violência como sendo realizada apenas por um lado / Carta Maior/ Gilberto Maringoni

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Os EUA invadem o Afeganistão como primeiro passo da política intervencionista do governo George W. Bush com o paoio de grupos rivais do Talibã / Carta Maior/ Gilberto Maringoni

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