Assassinato de jovem e filha pode ter sido ‘acerto de contas’, diz polícia

Delegado diz que rapaz é suspeito por envolvimento em homicídios, em GO.

morteA Polícia Civil apura a motivação do homicídio de Jonas Wayne Sales Cachoeira, de 23 anos, que passou nove dias internado do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) e não resistiu. O rapaz foi baleado na cabeça e tórax enquanto estava com a filha de 2 anos  no colo, na porta de casa em que morava, em Aparecida de Goiânia. A menina chegou a ser socorrida, mas também morreu. Segundo o delegado Fabrício Santos Madruga, do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), o crime pode ter sido um “acerto de contas”.

O delegado diz que já ouviu três testemunhas e, de acordo com os relatos, há indícios de que Jonas tinha envolvimento em assassinatos na cidade. “Até o momento apuramos que possivelmente seja uma rixa, um acerto de contas, no qual os autores atribuem ao Jonas um homicídio. Mas pode ser que essa motivação, lá na frente, com os depoimentos e andamento das investigações, mude”, ressaltou.

O crime aconteceu no último dia 2, no Setor Santa Luzia. Desde então, de acordo com o Hugo, Jonas permanecia sob os cuidados da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado grave. No entanto, ele não resistiu e morreu na tarde de terça-feira (11).

O delegado informou que três suspeitos do crime já foram identificados e que a prisão temporária deles será pedida à Justiça. Dois dos homens já eram investigados pelo GIH por outros homicídios ocorridos na cidade. Segundo a Polícia Militar, Jonas tinha registro de passagens por lesão corporal, ameaça, resistência, desobediência, desacato e posse de entorpecentes.

Sepultamento
Desde a noite de terça-feira o corpo do jovem é velado no Cemitério Memorial Parque, em Goiânia, onde será sepultado ainda nesta manhã. Abalados, os familiares não quiseram falar com a imprensa. Jonas era filho do Secretário de Defesa Social e da Guarda Civil de Aparecida de Goiânia, Sargento Cachoeira.

Na época, o delegado Klayter Camilo, que iniciou as investigações, disse que a criança não era o alvo dos criminosos e que foi atingida somente porque estava com o pai no momento do crime. A menina foi baleada na cabeça, tórax e braços e não resistiu. Ela foi enterrada no dia seguinte ao crime.

G1

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