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Meio Ambiente

Áreas desmatadas por garimpo aumentaram 90% na Amazônia

Redação
10 de julho de 2021
Forest remainders burning in an area registered by the last Prodes (Brazilian Amazon Satellite Monitoring Project), in Juara, Mato Grosso state.
Every year, Greenpeace Brazil flies over the Amazon to monitor deforestation build up and forest fires. In July, 2020, flights were made over points with Deter (Real Time Deforestation Detection System) and fire warnings, made by Inpe (National Institute for Space Research), in Pará and Mato Grosso states.
Restos de floresta sendo queimados em área com registro de desmatamento pelo último Prodes, em Juara (MT).
Todos os anos, o Greenpeace Brasil realiza uma série de sobrevoos de monitoramento para registrar o avanço do desmatamento e das queimadas na Amazônia. Em julho de 2020, monitoramos pontos com alertas do Deter e de pontos de calor, do Inpe, nos estados do Pará e Mato Grosso.

Um estudo desenvolvido por pesquisadores da Escola Politécnica da USP concluiu que houve um crescimento de mais de 90% no desmatamento em áreas de mineração ilegal no período de 2017 a 2020, passando de 52 km² para 101 km² de áreas desmatadas.

A tendência de crescimento não foi observada na mesma proporção nos projetos de mineração oficialmente autorizados.

“A grande questão que apontamos no estudo é a gravidade desse avanço para o meio ambiente”, diz a engenheira ambiental Juliana Siqueira, uma das autoras do artigo, ao Jornal da USP no Ar 1ª Edição. O aumento documentado, segundo ela, já causou grandes impactos nas florestas, por meio da degradação florestal, da poluição dos rios e dos ecossistemas aquáticos e também na saúde da população ribeirinha e das comunidades indígenas que têm suas terras ocupadas por garimpeiros.

“Esses impactos, dada a proximidade desses garimpos, se dão de forma acumulativa”, explica Juliana. A atuação dos garimpeiros se concentra em regiões específicas e fixas, muitas vezes próximas a bacias hidrográficas. “Temos um avanço das atividades frente à simplificação das legislações ambientais. Então, o que reforçamos é a necessidade justamente de revisitar essa tendência que estamos presenciando para o fortalecimento.”

No estudo, os pesquisadores trazem a ideia da certificação para rastreabilidade do ouro lavrado em atividades ilegais. Ou seja, rastrear a fonte e coibir que esse metal de origem ilegal seja comercializado. “Certamente eles [os certificados] são o que nós temos de mais importante de alternativa para rastrear a origem desse ouro que é comercializado, para coibir a comercialização desse ouro ilegal”, afirma a engenheira, destacando que ainda são necessários estudos científicos e práticos que precisam ser feitos para aplicar a certificação.


Jornal da USP

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