Aproveite o agito das baladas de Buenos Aires sem gastar muito

Comida e vinhos excelentes e baratos. Dezenas de lojas de grife. Tango. Há tempos que os turistas brasileiros descobriram os encantos de Buenos Aires e colocaram a capital argentina na rota definitiva de viagens. Se é verdade que a destreza dos portenhos para fatiar um suculento bife de chorizo não passa despercebida pelos brasileiros, é também fato que muitos dos que conhecem a cidade deixam de aproveitar a noite, reservando energias para os passeios diurnos. E não sabem o que perdem.

Se durante o dia atrações como o colorido bairro do Caminito ou os outlets da Avenida Córdoba mantêm os turistas ocupados, à noite, ainda que a cidade mude de figura, ela continua igualmente agitada e cativante. A princípio, os costumes portenhos podem assustar, mas é preciso entender o funcionamento da vida noturna local para aproveitá-la de fato.

O primeiro aspecto importante é a linguagem. Ouviu alguém comentando com animação sobre o ‘boliche’ da noite? Não, ninguém está falando sobre sair para derrubar uns pinos. A gíria é usada para se referir a baladas, bares ou até mesmo um restaurante bem frequentado.

Em segundo lugar, prepare-se para sair tarde do hotel. Muito tarde. Os bares começam a ficar cheios depois das 22h e as casas noturnas são praticamente desertas antes das 2h. Por volta das 3h é quando todos, de fato, começam a entrar.

Hábitos notívagos à parte, a melhor parte de sair em Buenos Aires é a hora de pagar. Na Pachá (Avenida Costanera, 1428), uma das casas noturnas mais caras e disputadas da cidade, os preços de entrada dificilmente passam de R$ 40, para homens – mulheres pagam menos ou entram de graça. Em outros lugares, a entrada não passa de R$ 20. Além disso, as bebidas saem bem mais em conta do que nos grandes centros brasileiros. No Salon Puyerredon (Av. Santa Fé, 4560), por exemplo, um litro de chope Heineken sai por menos de R$ 10. O bar, um antro de moderninhos, tem apresentações quase diárias de bandas locais ao vivo.

San Telmo

Amado por turistas e evitado por locais, o bairro com ares coloniais concentra as atividades noturnas em barzinhos com pinta de intelectuais. No verão, a rua Chile fica repleta de mesas de madeira na calçada, impedindo a passagem. O pequeno Granados Bar (Rua Chile, 378) fica excepcionalmente cheio aos finais de semana. Espere público jovem e internacional, abastecido pela grande quantidade de hostels da região. De esquina, o tradicionalíssimo Bar Británico (Rua Brasil, 399) oferece diversas opções de petiscos e cervejas. Ali, nos anos 60, Ernesto Sabato escreveu “Sobre Heróis e Tumbas”.

Quem busca mais agito, melhor do que se aventurar em algumas baladas pouco animadas da região, é apostar no seguro: a Moliere (Rua Chile, 299). Um clássico de San Telmo, a casa noturna é para quem quer provar um pouco de ritmos latinos. Prepare os passos de salsa e merengue, e esteja pronto para usá-los na pista – isto é, se houver espaço para se mover.

Palermo

Bairro que se divide em duas partes: Soho e Hollywood, Palermo abriga alguns dos medalhões da noite de Buenos Aires. Na região, cujos bares da Praça Serrano ficam cheios de turistas e locais já durante a tarde, é possível encontrar também lugares de clima mais relaxado, como o Post Street(Rua Thames, 1885), bar com atmosfera grunge que atrai público indie em busca de rock. Os drinques levam nomes de astros da música, como Eric Clapton. Na quinta-feira, pizzas grátis são distribuídas.

Já o Bulnes Class (Rua Bulnes, 1250) é totalmente o oposto. Luzes de neon iluminam fotografias decorativas nas paredes deste bar gay-friendly grande, porém com ambiente intimista. Os coquetéis são preparados com perfeição – mas esteja preparado para pagar um pouco mais caro por eles.

Divulgação
Pista do Club Araoz lota nos finais de semana

O Club Araóz (Rua Araós, 2424) investe na música eletrônica. Nos fins de semana, patricinhas e mauricinhos se acotovelam por um espaço na pequena e disputada pista de dança. A noite “lost”, de hip hop, também faz sucesso. O Kika Club (Rua Honduras, 5339) é outro antro da pegação. A balada tem noites de quarta-feira a sábado, invariavelmente com a presença de DJs internacionais nas pick ups de música eletrônica.

Para quem quer sair na noite de domingo, o Amerika (Rua Gascon, 1040) é uma das únicas opções – e não decepciona. A balada gay-friendly tem pé direito alto e pista de dança fervente. O ambiente claro contrasta com a escuridão dos corredores no segundo andar.

Fonte: IG

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