Aparecida de Goiânia, domingo, 17 de outubro de 2021
Arbitrariedades

Após violência da PM em Pernambuco e Goiás, doutora em segurança pública chama governadores à responsabilidade

Redação
2 de junho de 2021

Eles “estão terceirizando a segurança pública para lógicas corporativistas, servindo de animadores de auditórios de resultados operacional e ventríloquo de má notícia”, afirma doutora em segurança pública.

 A doutora em segurança pública Jacqueline Muniz foi enfática ao analisar as condutas policiais em Pernambuco e em Goiás nos últimos dias. Ela enxerga os governadores como “responsáveis pela ação e inação” das atitudes dos policiais. E a leitura não vale apenas para os casos citados. “Os governadores estão terceirizando a segurança pública para lógicas corporativistas, estão servindo de animadores de auditórios de resultados operacional e ventríloquos de má notícia”, afirmou, acrescentando: “O governante tem de dar a missão e tem de dar os meios. Se não deu a missão, liberou os meios para agir com sua própria cabeça diante de sua própria sentença”.

Jacqueline classifica como “muito graves” ambos os casos, afirmando que eles têm em comum a “ingovernabilidade, a fragilidade dos mecanismos de controle da ação policial, o abrir mão do exercício de governo”. Para a doutora, “seja em um governo conservador, seja um progressista, é necessário governar, gastar tinta da caneta, exercer o comando. Porque quem é comandante-em-chefe das polícias é o governador. Ele não dar uma missão ou não dar uma ordem é deixar em aberto para que essa ordem seja preenchida como um cheque em branco”, diz. “Não dá mais para assistir morte das pessoas, 28 corpos caídos no Jacarezinho, e você ter políticos que choram junto com a população quando eles deviam governar.”

Problema grave

Professora do Departamento de Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF), Jacqueline Muniz destaca ser esse um problema grave no país. “O Brasil não repactuou os mandatos de polícia, que seguem como um cheque em branco, como uma procuração em aberto que cada um preenche como quer” diz. “Por isso é importante ter política pública de polícia, de policiamento e de segurança. Do contrário, é isso que está. O governador vira ventríloquo de má notícia as quais ele não quis chancelar.”

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Fonte: RBA

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