Após ataque de fúria, alunos temem voltar à escola na Estrutural

O Batalhão Escolar reconhece a falta de efetivo para a segurança dos colégios da capital

panico“Ele dizia que mataria todos que estavam na frente dele. Pensei que aquela cena nunca ia terminar. Passou pela minha cabeça que ficaria ali para sempre.” O relato de Naama Vasconcelos Almeida, 9 anos, é o resumo dos momentos de pânico e desespero vividos durante o ataque de fúria contra alunos e funcionários do Centro de Ensino Fundamental 1 da Estrutural, na tarde de segunda-feira — o turno da tarde ficou sem aulas. Por causa das agressões cometidas por Marivaldo Teixeira da Silva, 33, a garota sofreu uma lesão na perna. O episódio reforça a insegurança nas escolas do DF.

No total, 11 pessoas ficaram feridas, entre alunos, professoras e vigilante. Marivaldo invadiu o local às 16h05. Toda a ação foi gravada pelas câmeras de segurança. Naama sofreu a pancada quando brincava no pátio do colégio com as amigas. “Ele me deu uma cadeirada. Caí no chão e uma menina que nem conheço me ajudou a levantar. Torci a perna quando tentava fugir dele.” O pai, Abílio da Silva, 41, queixa-se da segurança. “Qualquer pessoa entra no colégio sem identificação. Um vigilante não consegue conter um louco. Isso só mostra o quanto tudo ali é frágil.”

A também estudante do 5º ano Estefane Pereira Santos, 10, foi atingida com violência no tornozelo esquerdo. “Fiquei com muito medo, saí correndo para a quadra (de esportes) e chorei muito. Todos que apareciam, ele lançava a cadeira”, lembra. Para a mãe, Maria Rosilene dos Santos, 42, as consequências poderiam ser maiores. “Fiquei em pânico quando cheguei à escola. Eram muitas ambulâncias. Enquanto não vi a minha filha, imaginei o pior.”

Correiobraziliense

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