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Futebol

Aparecidense decide em casa neste sábado o título da Série D

Redação
13 de novembro de 2021

O Camaleão (apelido da equipe goiana) tem a vantagem do empate, já que venceu a partida de ida por 1 a 0 no Amigão, em Campina Grande (PB), há uma semana.

À Raposa (como é conhecido o clube paraibano) só a vitória por dois ou mais gols assegura o título no tempo normal. Caso o time nordestino ganhe por um gol de saldo e iguale o placar agregado, a decisão será nos pênaltis.

Em 13 edições da Série D, é a oitava vez que alguma equipe vence o jogo de ida da final e sai na frente na busca pelo título. O retrospecto é favorável à Aparecidense, já que em cinco destas ocasiões, o time que ganhou o primeiro duelo levantou a taça.

Somente em 2009 e 2013 o clube em desvantagem obteve a virada. Neste último, o responsável foi justamente um representante paraibano - assim como o Campinense. Na ocasião, o Botafogo-PB perdeu por 2 a 1 para o Juventude, em Caxias do Sul (RS), mas ganhou por 2 a 0 em João Pessoa e se sagrou campeão.

O título, independente de quem conquistá-lo, será inédito. A Aparecidense pode se tornar o quarto clube goiano (e o primeiro no interior) a ser campeão nacional, repetindo Goiás (duas Séries B), Atlético-GO (uma Série B e duas Série C) e Vila Nova (três Séries C). O Camaleão faria de Goiás o décimo estado a ter um título de Série D, juntando-se a Ceará, São Paulo, Minas Gerais (duas taças cada), Santa Catarina, Pará, Paraná, Maranhão e Paraíba.

Já o Campinense pode repetir o Botafogo-PB, até o momento o único time paraibano com título brasileiro no currículo. A conquista da Raposa igualaria a Paraíba ao Ceará no topo das estatísticas da divisão - ambos teriam duas taças e um vice.

Defesa consistente embala o Camaleão

A vitória da Aparecidense no jogo de ida começou nos pés do meia David, autor do gol da partida, aos 22 minutos do primeiro tempo, mas só foi assegurada graças às mãos de Pedro Henrique. O goleiro de 36 anos realizou ao menos cinco defesas fundamentais, especialmente na etapa final, ajudando o Camaleão a não ser vazado no Amigão.

O camisa 1 comanda a melhor defesa entre os quatro clubes que obtiveram acesso à Série C do ano que vem: 14 gols sofridos em 23 jogos (dez deles sem ser vazado). Na edição passada, quando chegou às quartas de final e quase subiu de divisão, as redes da Aparecidense balançaram 22 vezes em 20 duelos.

Pedro Henrique - goleiro - Aparecidense

Pedro Henrique, goleiro do Aparecidense, comanda a melhor defesa entre os quatro clubes que subiram à Série C - Nicolle Mendes/Assessoria Aparecidense/Direitos Reservados

"Quando você começa um jogo bem, fazendo defesas logo de início, isso dá confiança. O coletivo foi muito bom e pude executar um bom trabalho individualmente. Defensivamente, nosso campeonato vem sendo muito consistente. Temos trabalhado durante a semana e realizando bem nas partidas. Conseguimos controlar bem o primeiro tempo, no segundo eles vieram para cima com mais ímpeto, mas graças a Deus estávamos em uma tarde iluminada", disse Pedro Henrique, à Agência Brasil.

Poucos jogadores no atual elenco do Camaleão conhecem tão bem o clube como Pedro Henrique. Revelado no Goiás, está na oitava temporada pelo time do interior. No período, foi duas vezes vice-campeão goiano (2015 e 2018), além de semifinalista da Copa Verde de 2016 e do Estadual de 2017.

"Eu já moro em Aparecida há dez anos. É o time da minha segunda, terceira, quarta chances. Acompanhei o envolvimento do município, da [população da] cidade com a equipe. Até pouco antes de eu chegar, o clube se organizava para não cair no Campeonato Goiano. Construímos uma história bonita de consolidação no cenário estadual e disputamos competições nacionais. Já vínhamos merecendo sorte melhor desde 2015. Ela veio agora com o acesso [à Série C], coroando uma trajetória de pessoas que deram a vida pelo clube", declarou o goleiro.

Raposa crê em nova volta por cima

Se precisa de gols para levar o título no tempo normal ou pelo menos forçar os pênaltis, ter novamente à disposição o artilheiro da equipe na temporada é um reforço e tanto para o Campinense. Ausente na partida de ida devido a um estiramento na coxa, Marcos Nunes realizou tratamento intenso durante a semana para ter condições de jogo neste sábado.

Autor de sete gols em 2021, o atacante foi o herói da classificação à final da Série D, balançando as redes duas vezes na vitória por 3 a 1 sobre o Atlético-CE, no Amigão, há duas semanas, na semifinal. O camisa 23 estava sem marcar há quatro meses (ou 12 partidas).

Marcos Nunes, atacante, Campinense, série d

Marcos Nunes, atacante, Campinense, foi o herói da classificação à final da Série D, balançando as redes duas vezes na vitória por 3 a 1 sobre o Atlético-CE, no Amigão  - Samy Oliveira/Ascom Campinense/Direitos Reservados

"Foi um momento único, histórico, para ficar guardado na memória. Começamos o ano meio mal, mas nos recuperamos e atingimos os objetivos da temporada. Eu me cobro muito, mas acho que nosso elenco é muito forte. Papai do Céu tem me abençoado nas decisões, desde o Estadual. Espero marcar de novo. Quem sabe, se Deus quiser, será o gol do título", destacou Marcos Nunes, à Agência Brasil.

O atacante de 31 anos chegou ao Campinense no início do ano, após defender o Tupynambás-MG em 2020. A estreia foi com gol (e expulsão) na derrota por 2 a 1 para o São Paulo Crystal-PB, pelo Campeonato Paraibano. Na ocasião, a Raposa tinha acabado de ser atropelada pelo Bahia, por 7 a 1, em casa, pela Copa do Brasil. A volta por cima veio com o título estadual e o acesso à Série C após dez temporadas. Para homenagear o elenco, a torcida rubro-negra fez uma vaquinha e premiou o grupo com R$ 218 mil, após a conquista da vaga na terceira divisão nacional.

"Nunca havia passado por isso. Em outros clubes onde fui vitorioso, quem dava esses valores eram patrocinadores ou diretoria. Aqui, a torcida abraça o time e é fanática. A gente tenta dar alegria para eles, pois merecem. Tenho certeza que faremos por merecer e traremos esse título inédito. E se Deus quiser, a gente sendo campeão, tem mais um agradinho para nós [risos]", concluiu o atacante.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues, da Agência Brasil

 

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