Aparecida receberá quatro eixos estruturantes até o final de 2016

Estruturas promovem a ligação entre bairros e a retirada de veículos de vias já saturadas, dando fluidez ao trânsito e melhorando a mobilidade do aparecidense.

Até o final deste ano, 2016, Aparecida de Goiânia contará com quatro eixos viários estruturantes que serão responsáveis por desafogar vias já saturadas, como o trecho urbano da rodovia BR-153, e promover a ligação entre bairros por meio de grandes avenidas da cidade.

Três destes eixos – Norte Sul 01 (ENS01), Norte Sul 03 (ENS03) e Norte Sul 05 (ENS05) – fazem parte do projeto de Reestruturação Viária da Bacia do Ribeirão Santo Antônio e estão sendo construídos com recursos adquiridos junto à Corporação Andina de Fomento (CAF)/ Banco de Desenvolvimento da América Latina, no valor total de R$ 78 milhões e contrapartida do Tesouro Municipal de R$ 8 milhões.

Juntos, os três eixos retirarão cerca de 20 mil carros do fluxo diário da BR-153. O primeiro deles, o ENS03, foi entregue em 2013 à população. A estrutura liga o Centro do município à Avenida São Paulo, passando pelo Polo Empresarial e Região da Vila Maria, conectando Aparecida à capital e garantindo uma opção alternativa e segura aos motoristas que transitam diariamente entre os dois municípios.

O segundo eixo, o ENS01, também já teve seu primeiro trecho liberado, dando opção às pessoas que estão na região do Santa Luzia de seguir paralelamente à BR-153 até a altura do viaduto de acesso à Avenida São Paulo, sem interrupção. Segundo o secretário de Controle Interno, André Luis Ferreira da Rosa, 85% da obra já está concluída.

Ao todo, o ENS01 terá 13,5 quilômetros de extensão e ligará o setor Jardim Bela Vista ao Polo Industrial, passando pelos bairros Santa Luzia, Chácara São Pedro, Jardim dos Buritis, Conjunto Mabel e Retiro do Bosque, conectando a região leste ao centro de Aparecida. No trecho já liberado, foi implantada uma ponte, sobre o córrego Almeida e, ao todo, o eixo contará com sete bueiros celulares.

As vias de toda a extensão do ENS01 já foram abertas, sendo que as duas extremidades já estão prontas e pavimentadas. Apenas trecho central, onde está sendo implantado um dos bueiros, está sendo finalizado. “Este eixo demandou um tempo maior porque dependia de mais desapropriações de áreas. Foram 126 ao todo, entre lotes vagos e edificações. Atualmente, o trabalho se concentra fora do perímetro urbano, na altura de Furnas”, esclareceu o secretário, que prevê a conclusão da obra até outubro.

O vendedor e morador da Chácara São Pedro, Douglas Bezerra, reconhece as mudanças que a obra já proporciona à cidade. “O trânsito de Aparecida estava começando a ficar caótico e essas obras vem melhorar e preparar a cidade para continuar crescendo. Hoje, o dia do goiano é muito corrido. Se você não ganhar tempo na locomoção, acaba perdendo dinheiro”, avalia.

Como vendedor, ele conta que depende da fluidez do trânsito. Por isso mesmo, já faz uso do ENS01. “Quem viu a cidade antes dessas mudanças sabe a proporção delas. Não só para nós que moramos aqui, mas pra quem vem de fora e usa a cidade de alguma forma. Aparecida deixou de ser uma cidade dormitório e passou a ser uma cidade onde as coisas acontecem, e a mobilidade é um fator que tem ajudado nisso”, avaliou.

O terceiro eixo, ENS05, deve ser concluído em setembro. “A obra está 80% concluída e atualmente 4 equipes se concentram na região do Jardim Helvécia, Bairro Cardoso e Estrela do Sul”, revelou o secretário André Luis.

O eixo é uma rotatória elíptica que conectará cinco grandes avenidas da Região Oeste, interligando os bairros como Hilda, Cidade Vera Cruz, Jardim Helvécia, Cardoso 1 e 2, criando acesso direto à Avenida Rio Verde e porção oeste do Anel Viário. O eixo passará ainda sobre o Córrego Tamanduá, com a construção de duas pontes e um bueiro duplo. Toda essa nova malha viária dará mais fluidez ao trânsito.

CONEXÃO – Observando o mapa, é possível perceber que antes da criação da elipse, as cinco avenidas “morriam” ao encontrar o córrego, como explica o corretor de imóveis e estudante de Engenharia, Josué Alves de Souza. “Quem vinha do Bairro Cardoso, ou de bairros mais distantes, por exemplo, não tinha como passar para o outro lado da avenida Rio Verde. Tinha que dar voltas longas. Ou você ia ali pelo Garavelo ou pela W-1 e, mais recentemente pela Avenida Chuchuzal. Mas perdia muito tempo”, explica.

Morador de Aparecida há 32 anos, Josué vive atualmente no setor Cidade Satélite São Luiz e fala com a propriedade de quem conhece a cidade. “Essa obra liga as avenidas, melhora o trânsito, aumenta as opções de acesso e ainda tem um sistema de drenagem que acredito que vai suportar todas as águas da chuva que descem para cá. É uma obra que vai ficar na história”, avalia.

“São 32 anos vivendo aqui e eu vejo que o Maguito transformou Aparecida, em especial na área de mobilidade. Antes tínhamos poucas vias que ligavam os bairros. Por exemplo, a Avenida W-1, no Papillon Park era uma das poucas que ligava Aparecida à Goiânia, pelo Terminal do Cruzeiro. Temos a BR-153 que liga também, mas é um trânsito muito intenso, pesado. Como corretor eu vejo obras extraordinárias sendo feitas e melhorando isso”, completou o morador.

O ENS05 permite a conexão da Rua H-135 à nova elipse, saindo do Anel Viário; a ligação da Avenida V-006, também partindo do Anel Viário, no Papillon Park, com as avenidas Coemitanga e Abaeté, dando acesso à Rio Verde; e a ligação da Avenida Embaixador com a Avenida V-003, também desde o Anel Viário até a Avenida Rio Verde, na divisa dos setores Vila Mariana e Vila Rosa, em Goiânia, onde é implantado o programa Macambira Anicuns. “A população terá três novas opções de acesso a vias que cortam a cidade e conectam Aparecida com a capital”, ressaltou o secretário André Luis Rosa.

As desapropriações também foram necessárias para a implantação do ENS05. Ao todo, foram desapropriadas 25 áreas, entre edificações e lotes privados. O ENS03 exigiu um número menor, apenas quatro desapropriações. Medidas que permitirão à cidade crescer nas próximas décadas com um trânsito planejado, caracterizado por avenidas amplas, duplas, e compostas por ciclofaixas.

“Paralelamente ao projeto de construção dos eixos, a Prefeitura também implanta o projeto de construção de ciclofaixas, por meio do PAC Mobilidade, ao longo dos eixos estruturantes e também de outras vias de Aparecida, proporcionando condições ao uso da bicicleta como meio de transporte. São pistas seguras, anexas aos canteiros centrais ou protegidas por segregadores”, esclareceu o secretário de Controle Interno.

Duplicação da Avenida São João cria ENS04

O quarto e último eixo estruturante compreende a duplicação da Avenida São João, no setor Cândido de Queiroz. A via ligará a Avenida São Paulo ao Anel Viário, passando pelos setores Cândido de Queiroz, Vila Alzira, Parque América, Papillon Park e Polo Empresarial. A obra foi iniciada bem depois dos demais eixos, em maio deste ano e já está 40% concluída.

“A duplicação da São João foi definida depois do início da implantação do projeto de Reestruturação Viária do Santo Antônio e inicialmente não havia relação entre eles. Mas observando a concepção viária de Aparecida, além de estar na sequência dos eixos viários estruturantes, a duplicação da avenida segue a mesma finalidade, que é promover ligação entre bairros e dar fluidez ao trânsito da cidade, retirando fluxo de rotas já saturadas”, explicou o secretário de Controle Interno.

Dessa forma, a via, que está sendo ampliada com recursos do programa do Governo Federal, PAC Mobilidade no valor de R$ 16,5 milhões, passará a ser denominada Eixo Estruturante Norte Sul 04 (ENS04). “Aparecida é uma cidade muito grande e falta interligação entre os setores. Os eixos cumprem esse papel e acompanham estruturas maiores, que comportarão o crescimento futuro da cidade, com vias largas, pontes, galerias pluviais e bueiros”, reiterou André Luis Rosa.

O ENS04 terá ao todo 6,5 quilômetros de extensão, onde também está sendo construída uma ponte sobre o Córrego Santo Antônio. Atualmente, as equipes da Prefeitura trabalham na abertura da avenida até a ponte e preparação da cabeceira da estrutura. A execução dessa primeira etapa deve durar ainda 90 dias. A previsão de conclusão de todo o eixo também é para o final deste ano.

Texto: Daniela Soares – SecomAp

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