ANS fecha plano de saúde e usuários reclamam que não foram avisados

Problemas financeiros e administrativos causaram interrupção, diz órgão

planoO plano de saúde Santa Genoveva foi fechado pela Agência Nacional de Saúde (ANS) e os usuários dizem que não foram informados da decisão. A medida foi tomada devido à problemas financeiros e administrativos da operadora. Mais de 4 mil pessoas foram afetadas em Goiânia.

No local, nenhum funcionário foi encontrado para dar explicações aos usuários. Na porta do prédio, trancada com corrente e cadeado, havia um comunicado que não esclareceu as dúvidas de quem precisava de atendimento. “Eu li, mas não entendi se o plano abriu falência, se está temporariamente fechado ou se outra prestadora de serviço vai pegar a dívida para si”, questiona a estudante Magda Ferreira Carvalho.

“Eu quero saber o que vai acontecer agora. A gente precisa de um plano. Eles fecharam, mas não orientaram ninguém e nem nos deram explicação do que fazer”, conta o sindicalista Gudsen Gomes Baltazar, que paga o plano para a mulher desde 2008.

O fim das atividades do plano de saúde foi publicado no Diário Oficial. No documento, a ANS informou que foram encontradas “anormalidades nas finanças e na administração da empresa consideradas graves” e decretou a liquidação extra judicial da operadora.

Por telefone, a advogada da operadora Santa Genoveva informou que o plano não deixará nenhum paciente sem atendimento, principalmente os que já estão em tratamento e os casos urgentes.

De acordo com o Procon, depois do fechamento da empresa, mesmo quem está internado ou com cirurgia marcada perde automaticamente a cobertura para atendimentos particulares e deve, ou procurar um novo plano, ou buscar vaga na rede pública.

Para evitar problemas, o Procon recomenda que os usuários acompanhem o relatório mensal da ANS sobre os planos de saúde, para saber se há algum irregularidade com a sua operadora. “A ANS divulga um balanço das empresas e divulga se há processos que apuram a condição financeira da empresa. Assim, o consumidor pode saber como está a saúde financeira da operadora do seu plano de saúde”, disse a superintendente do Procon, Darlene Costa Azevedo Araújo.

G1

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