Ambulantes da Rua 44 protestam contra exclusão de feira da madrugada

No início deste mês, a prefeitura de Goiânia decidiu criar uma feira durante a madrugada, na Rua 44, no Setor Norte Ferroviário, para abarcar os ambulantes que trabalham de forma irregular no local. Uma associação foi criada e 525 pessoas foram cadastradas para fazer parte da nova feira.

Na manhã de quinta-feira, um grupo de aproximadamente 100 ambulantes que não foi escolhido para compor a feira, protestou na região. Eles bloquearam a Rua 44 e cobraram a permanência no local.

Um dos líderes do movimento, o ambulante Wanderson Oliveira, diz que a categoria pretende seguir com os protestos e explica a razão da manifestação. “Não abriram espaço para a gente trabalhar. Eu quero deixar claro que nós não estamos com a Patrícia (Mendes, líder da associação que vai administrar a nova feira). Ela fez uma panelinha de 525 pessoas, cadastrou as pessoas como ela bem quis. Os ambulantes que foram atrás dela, ouviram que não tinha mais como fazer isto,” denuncia.

O secretário municipal de Trabalho, Indústria, Comércio e Serviços, Giovanny Bueno, garante que a prefeitura não teve interferência na escolha dos feirantes. “Nós não escolhemos ninguém. A prefeitura de Goiânia não escolheu ninguém. Não houve uma eleição. Não houve uma escolha. E sim, um grupo se organizou, fez uma solicitação. Todas as feiras de Goiânia são feitas dessa forma,” afirma.

Segundo o secretário o grupo é vítima da própria maneira de agir. Ele aponta que eles não quiseram se filiar à associação criada para a organização da feira, justamente por gostar de trabalhar de forma ilegal.

Os comerciantes da região são contra a criação da feira. Cristiano Cruvinel, que é membro da Associação Industrial e Comercial do Setor Norte Ferroviário, aponta qual seria a solução no entender dele. “Eu acho que o pessoal tem que trabalhar mesmo. Eles precisam de oportunidade. Mas nós temos feiras prontas para receber eles na cidade. Não tem que criar mais uma,” sugere.

O secretário Giovanny Bueno afirma que a prefeitura vai seguir com a fiscalização na região e que a legalidade é a palavra de ordem.

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