Alemães que vivem no DF contam o desafio que será torcer contra o Brasil

alemaesÉ uma dualidade difícil. Aconteceu com estrangeiros de cinco nacionalidades até agora nesta Copa do Mundo. Como se sentem os gringos que vivem no Brasil e se veem diante de um duelo entre suas equipes e a Seleção Brasileira? Às vésperas da primeira semifinal deste Mundial, é a vez de os alemães residentes no país sede da Copa enfrentarem o dilema.

Como exemplo, Yves Boucsein, alemão de 27 anos, há dois em Brasília. Assistir à disputa por uma vaga na final cercado de brasileiros não deve fácil, ainda mais se um deles é a própria mulher. “Até torceria pela Alemanha se a Copa do Mundo fosse em outro país, mas com o Brasil jogando em casa e uma esposa brasileira, não tem como não torcer um pouco também”, afirma o alemão.

Por causa da admiração aos dois times, na hora de se vestir para ver os jogos, os apetrechos verde e amarelo acabam misturados com camisas da seleção alemã e bandeiras dos dois times. “Hoje, o Brasil também é a minha casa, então fico dividido. Uma forma de equilibrar a situação é torcer para ambos”, brinca Yves. Quando foi ao Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha para acompanhar a partida entre a Seleção e Camarões, combinou a blusa germânica com um chapéu verde e amarelo.

Animado com o Mundial e fã de futebol, Yves acredita que será uma partida muito intensa, com a Alemanha ligeiramente mais forte do que o Brasil. “Acho que, no papel, a Alemanha tem vantagens, mas não se pode subestimar quem joga em casa”, reforça. E se alguém pensava que os alemães comemorariam a saída de Neymar, pensou errado. “Isso criou um fogo imenso em todos os brasileiros. É realmente difícil apostar na vitória de qualquer um dos dois. O resultado está indefinido”, conclui.

Correiobraziliense

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