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Eleições 2022

Alckmin será vice do Lula? Conheça os possíveis nomes e chances de ocupar o posto

Redação
17 de novembro de 2021
Brazil's presidential candidates Luiz Inacio Lula da Silva (L) of the Workers' Party (PT), and Geraldo Alckmin of the Social Democratic Party (PSDB), shake hands before the start of a TV presidential debate in Sao Paulo, Brazil, 23 October 2006, in view of the October 29th runoff.  AFP PHOTO/Mauricio LIMA (Photo by MAURICIO LIMA / AFP)

"Eu já tenho 22 vices". Foi com essa frase que o ex-presidente Lula (PT) iniciou sua resposta, em entrevista coletiva concedida na segunda (15) na sede do Parlamento Europeu, na Bélgica, sobre a possibilidade de Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo, ser candidato a vice em sua chapa para as eleições presidenciais de 2022. 

“Eu não estou discutindo vice ainda porque não discuti a minha candidatura. Quando eu decidir aí eu vou sair a campo para encontrar alguém para ser vice”, disse o petista, que lidera as pesquisas de intenção de voto para o pleito do ano que vem. De acordo com estudos, o favoritismo é tamanho que ele pode até mesmo ganhar a eleição no primeiro turno.

Lula não negou, contudo, que Alckmin pode ser escolhido para ocupar o posto. Na mesma entrevista, elogiou o ex-governador paulista:

“Eu tenho uma extraordinária relação de respeito com Alckmin, eu fui presidente quando ele foi governador, nós conversamos muito. Não há nada que aconteceu entre mim e Alckmin que não possa ser reconciliado”. 

::: Lula: “Tenho profundo respeito pelo Alckmin, mas não estou discutindo vice ainda” :::

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Geraldo Alckmin e Lula durante debate presidencial nas eleições de 2006 / Antonio Scorza/AFP

A aproximação com Alckmin depende da concretização de sua saída do PSDB e filiação ao PSB, partido ao qual foi convidado pelo aliado Márcio França. Alckmin também pode ingressar no PSD, a convite de Gilberto Kassab, ex-prefeito de São Paulo. Neste caso, o apoio a Lula no primeiro turno é mais complicado, já que a sigla pretende, ao menos publicamente, lançar o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, ao Palácio do Planalto. 

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, por sua vez, condiciona o apoio a Lula na disputa presidencial ao apoio do PT a candidatos da sigla em estados que considera importantes, como São Paulo, onde Márcio França reúne forças na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. O petista Fernando Haddad também é pré-candidato ao cargo. 

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“O que eu disse para o PT? O PT tem que escolher o que ele quer. A Presidência da República? Ótimo, e nós podemos até apoiar, não há problema. Agora, nós precisamos ter, conquistar nossos espaços de poder, espaços significativos”, disse Siqueira ao Uol

A possibilidade da chapa Lula-Alckmin foi revelada pela coluna da jornalista Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo, em 3 de novembro. Na última sexta-feira (12), o ex-governador evitou dar detalhes sobre o andamento das negociações, mas passou longe de descartar a união com o antigo adversário. Os dois se enfrentaram no segundo turno da eleição presidencial de 2006. 

"Já disseram que eu vou ser candidato ao Senado, a governador, a vice-presidente. Vamos ouvir. Fico muito honrado da lembrança do meu nome. […] A política precisa ser feita com civilidade. É preciso resgatar a boa política. Tem que ser feita com quem tem apreço com a democracia. [...] Mas é claro que [Lula] tem [apreço pela democracia], não só ele. É óbvio", afirmou Alckmin. 

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A colunista Thaís Oyama, do Uol, publicou reportagem, também na sexta-feira (12), afirmando que a candidatura conjunta da dupla deve ser definida até dezembro. Segundo ela, o martelo será batido após o encerramento das prévias do PSDB e a chegada do ex-presidente petista ao Brasil. 

"Vice de confiança" 

No episódio desta semana do Podcast Três por Quatro, do Brasil de Fato, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu minimizou a possibilidade de Alckmin ser o escolhido. Segundo ele, Lula "está mais para ter um vice leal e de confiança", fazendo referência à opção por alguém mais próximo politicamente. Ele disse que o PT "não precisa desapegar" da ideia de escolher uma mulher para ocupar o cargo. 

“O Lula não quer decidir isso agora. Ele está mais para ter um vice leal e de confiança. Por que não uma mulher? Por que não uma vice que represente as mulheres brasileiras? As mulheres estão lutando por sobrevivência, direitos e enfrentam o dia-a-dia com tantas dificuldades. (…) Por que não uma mulher jovem e negra? Não precisamos nos desapegar dessa questão”, disse. 

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