Agnelo fala sobre as realizações de seu governo e ataca adversários

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agneloPara conquistar o segundo mandato no Palácio do Buriti, o governador Agnelo Queiroz (PT) optou por duas estratégias: exibir realizações da gestão e partir para o ataque contra os principais adversários. Em entrevista ao Correio, o candidato petista à reeleição faz duras críticas ao ex-governador José Roberto Arruda (PR), ao senador Rodrigo Rollemberg (PSB) e ao deputado federal Luiz Pitiman (PSDB). Diz que vai aproveitar a campanha e, principalmente, o espaço na propaganda eleitoral de tevê para conquistar o eleitorado e mostrar as qualidades. “A campanha é um momento especial para mostrar tudo o que fiz. Até agora, só trabalhei”, garante.

A língua afiada do governador torna-se ainda mais ferina quando o assunto é seu principal rival: Arruda. “Com relação a esse candidato, quem tem que cuidar dele é a polícia e a Justiça. Ele tem falado em golpe e que foi retirado do mandato. Mas ele foi destituído pela Justiça por corrupção. É um mentiroso contumaz”, dispara Agnelo.

Desde o início da campanha eleitoral, o senhor se tornou o principal alvo e recebe críticas de todos os lados. Como é fazer uma campanha na defensiva?
A campanha é um momento especial para mostrar tudo o que fiz. Até agora, só trabalhei. Trabalho de 18 a 19 horas por dia. Peguei uma cidade destruída, desmoralizada, na lama. Um governador tinha sido preso. Era uma crise profunda. Quase perdemos a autonomia política, a condição de votar, de cidadania. Após um período de trabalho intenso, colocamos a cidade em outro patamar. Resgatamos o orgulho da nossa cidade, a autoestima. Retirei a cidade das páginas policiais e coloquei em matérias positivas de jornais internacionais, como The New York Times. Tivemos o momento especial da Copa, quando recebemos quase 700 mil pessoas. Pudemos mostrar a real capital do país, fora da cidade administrativa e da Esplanada. Mostramos a capital organizada, bonita, limpa, acolhedora e hospitaleira. Fomos exemplo para o mundo inteiro, 93% das pessoas que vieram aqui querem retornar. O resultado está aí. Quem não quiser reconhecer, como os adversários, fique à vontade. Vou poder discutir todos os pontos e assuntos com nossa população. É o momento do calendário eleitoral que permite isso. Não podia, como governador, fazer o debate eleitoral no dia a dia.

Qual será sua postura diante dos ataques?
Será a de mostrar tudo o que fiz. Vamos desafiar todos os candidatos porque praticamente todos os partidos já foram governo nessa cidade. Desafio qualquer um, em qualquer área, que tenha feito mais do que o meu governo. Peguei uma cidade destruída do ponto de vista moral e administrativo. O governo tinha 180 inscrições de inadimplência, sem poder contratar e fazer empréstimos. A cidade quer respostas rápidas e, com razão, é natural que haja cobrança. Mas botei a casa em ordem. Demorei um ano e meio para arrumar administrativamente, limpando o nome do GDF e elaborando políticas públicas em diversas áreas. A política do transporte era voltada para o individual. Passamos para o coletivo. A saúde era voltada para atendimento hospitalar, passamos para a atenção primária. Na educação, precisávamos fazer a mudança para investir na educação infantil. O que eu já fiz é mais do que foi feito em todos os períodos anteriores. Não estou prometendo fazer, eu fiz. Tenho competência para fazer e fazer da maneira correta, honesta e legal.

Arruda tem dito que sofreu um golpe arquitetado pelo PT, que o tirou do mandato. Como vê essas declarações?
Com relação a esse candidato, quem tem que cuidar dele é a polícia e a Justiça. Ele tem falado em golpe e que foi retirado do mandato. Mas ele foi destituído pela Justiça por corrupção. É um mentiroso contumaz. Primeiro, ele responsabilizou o DEM (antigo partido de Arruda). Depois, responsabilizou o (ex-governador Joaquim) Roriz. E agora está responsabilizando a gente. Quem interrompeu esse mandato foi a polícia. Ele ficou preso por corrupção. E isso precisa ficar claro para a sociedade. Quem cometeu esse desatino, quem jogou a cidade na lama, quem desmoralizou a capital federal perante o Brasil e o mundo foi esse cidadão. Isso é péssimo para a cidade e para a política também. Todo esse humor e essa dificuldade em acreditar nos políticos é muito culpa dessa trajetória desastrada desse ex-governador.

Correiobraziliense