Agentes de trânsito entram em greve novamente em Goiânia

smtOs agentes da Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMT) voltaram a entrar em greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (30), em Goiânia. Eles reivindicam o cumprimento do plano de carreira da categoria e melhorias nas condições de trabalho. Esta é a segunda paralisação dos servidores em dois meses.

De acordo com Clauber Maia, presidente do Sindicato dos Agentes de Trânsito de Goiânia (Sinatran), o plano de carreira, aprovado em dezembro do ano passado, ainda não entrou em vigor. Além disso, ele diz que os agentes sofrem com a insegurança e falta de estrutura para realizar um trabalho adequado. “Quando vamos para um local mais tumultuado, como uma feira ou evento, ficamos sem proteção ou segurança nenhum, porque não usamos armas e não tem quem nos dê apoio. Nos sentimos expostos”, disse.

Em nota, a SMT informou que a Procuradoria Geral do Município está avaliando a legalidade da greve dos agentes de trânsito. O órgão disse ainda que o movimento reiniciado pelos agentes traz as mesmas reivindicações da paralisação anterior, e que as mesmas serviram de base para a decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás de suspender a paralisação.

Os agentes já haviam entrado em greve no dia 9 de maio. O movimento durou 30 dias e foi suspenso por determinação da Justiça, com o argumento de que o sindicato não informou a a administração sobre a paralisação com a antecedência necessária. Na ocasião, os servidores protestaram em frente à sede da SMT. Em ato simbólico para atrair a atenção da prefeitura, os trabalhadores lavaram a calçada do prédio e jogaram sal grosso.

“Dessa vez, nós tentamos negociar por um longo tempo e também já avisamos à prefeitura antes de começar a greve, deixando nosso movimento legítimo”, argumentou Maia.

O Sinatran disse que, durante as reuniões com a prefeitura, o argumento para não aceitar a pauta de reivindicação é a necessidade de se honrar a Lei de Responsabilidade Fiscal, evitando o endividamento do município. “Nosso plano de carreira foi aprovado pelo prefeito no ano passado. Então, o reajuste nos salários já tinha que estar previsto no orçamento da prefeitura para esse ano”, questiona o presidente do sindicato.

Segundo o Sinatran, 90% dos 340 agentes que integram a SMT aderiram ao movimento. Porém, para evitar que a Justiça decrete o fim da greve devido a alguma irregularidade, a categoria está respeitando o percentual mínimo de agentes trabalhando diariamente, que é de 30%. Os servidores da secretaria ainda vão definir nos próximos dias quais atos serão realizados durante a paralisação.

G1

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