Adeptos da bicicleta querem emplacar a magrela como meio de transporte

Brasília reúne mais de 50 grupos ciclísticos organizados, que tomam as ruas da capital federal em busca de saúde, lazer e confraternização

bicicletaEles chegaram aos poucos e logo conquistaram fãs. Hoje, os passeios ciclísticos fazem parte do cenário da capital federal, com mais de 50 grupos organizados. Os motivos que levam às pedaladas são os mais variados, mas saúde e bem-estar lideram as preferências. Para aumentar a segurança sobre duas rodas, a Secretaria de Mobilidade trabalha em um plano cicloviário para o DF e reconhece que falta concluir 107km de ciclovias e ciclofaixas. O Departamento de Trânsito (Detran) ressalta que as bikes têm de seguir as regras do Código de Trânsito Brasileiro e que é preciso autorização do órgão para realizar um passeio.

Keglison de Oliveira Vasconcelos, o Keké, está à frente do Lobo Guará, que percorre de 35km a 50km há 2 anos. Ele conhece como poucos as dificuldades do trânsito brasiliense. “A cultura do motorista aqui em Brasília é de que o ciclista é um à toa. Mas não é isso. Hoje, as pessoas procuram o pedal como uma válvula de escape do estresse, para se divertir”, avalia. O grupo dele tem gente de todas as idades e chega a 200 integrantes. “Usamos roupas adequadas. Alguns controlam o percurso e a velocidade para que a segurança seja garantida. As pessoas saem de casa para se divertir, e nós temos de assegurar isso durante o passeio”, conta.

A vida sobre duas rodas também exige negociação de espaço com os motoristas. Deusimar Alves pedala há 30 anos e diz nunca ter sofrido um acidente sequer. Segundo ele, o segredo é ter atenção. “Quem está em cima da bicicleta deve observar o que está acontecendo ao seu redor e tomar cuidados para evitar qualquer batida”, explica. Ele participa de passeios e diz que o número de integrantes nos pedais vem crescendo. “O brasiliense está mais interessado na bicicleta. Essa tendência vem de alguns anos. A bike se tornou uma opção de lazer, de reunir amigos e famílias, além de agregar pessoas”, aponta.

Correiobraziliense

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