8 vinícolas incríveis no Chile que merecem a sua visita (a 3ª é imperdível!)

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Hoje eu acordei com o firme propósito de publicar meu post inaugural no Viagem Incomum. Desculpem-me os queridos fãs de viagem com música e viagem com espiritualidade, mas este será dedicado a uma experiência recente: o delicioso mundo dos vinhos!

No último mês de dezembro fiz uma viagem incomum ao Chile e à Argentina. Este primeiro post é dedicado às vinícolas chilenas que visitei na região de Santiago, no Valle de Casablanca e no Valle de Colchagua. Te convido a fazer esta viagem virtual repleta de dicas preciosas e boas recordações.

1- Concha y Toro (Santiago)

A visita consiste em passear pelos belíssimos jardins da propriedade acompanhados por um guia, que conta a história da família e da vinícola e explica em linhas gerais o processo produtivo do vinho (news flash: acabei de publicar um eBook sobre vinho, totalmente grátis. Quer saber mais do processo produtivo, das uvas e de degustação? Baixe o eBook aqui). Durante o passeio visitamos ojardim de variedades, que conta com exemplares de uvas e sem objetivo de produção viti vinífera, apenas com o intuito de apresentar as variedades de uvas aos visitantes.

Durante o percurso há a degustação de 3 vinhos, bem como a visita às centenárias adegas da Concha y Toro, local de origem da lenda do Casillero del Diablo. Ah, e a taça que usamos na degustação é nossa, de recordação. :)

No local há um excelente wine bar/restaurante que vale muito a pena experimentar. Lá não faz reserva e o atendimento é por ordem de chegada; no dia que estivemos lá não havia fila de espera.

Para finalizar a visita recomendo conhecer a loja. A variedade dos vinhos é enorme, além de ter à venda também diversos acessórios super interessantes.

Necessário reservar previamente a visita? Não é obrigatório, mas é altamente recomendável.

Site oficial da vinícola: www.conchaytoro.com

 

2- Cousiño Macul (Santiago)

Nesta vinícola fizemos um passeio diferente: andamos de bicicleta pelos vinhedos!

Na cestinha da bicicleta havia uma garrafinha de água mineral e uma taça que seria usada na degustação – esta, infelizmente, não é de recordação e teve que ser devolvida ao final da visita. O passeio começa pontualmente no horário marcado e a guia nos leva a pedalar pelos vinhedos mais jovens e também pelos centenários. Paramos em alguns pontos estratégicos, com sombra, onde ela conta alguma curiosidade ou fato histórico, sempre disponível para tirar nossas dúvidas. O segundo ponto de parada, após pedalar por cerca de 20 minutos, é o mais interessante: foi ali que degustamos o primeiro vinho desta visita, um rosé delicioso.

O visual é deslumbrante: vinhedos de todos os lados, Cordilheira dos Andes nos acompanhando e, em dias com boa visibilidade, é possível até avistar a Sky Costanera, a torre mais alta da América do Sul localizada no centro de Santiago.

O passeio não exige muito condicionamento físico pois o terreno é plano, com apenas uma leve inclinação no caminho de volta. O piso, no entanto, requer atenção pois é de terra batida e bastante irregular. As bicicletas estavam em perfeitas condições e as marchas funcionavam direitinho.

Após 1 hora de passeio de bicicleta, a visita continua nas instalações da vinícola. Passamos pela sala de fermentação, pelas adegas subterrâneas e pelo museu do vinho, que conta com artigos bastante interessantes. A visita termina na sala de degustação e ali experimentamos mais 3 vinhos. Por ser um wine bar, é possível comprar vinhos em taça para experimentar – foi o que fizemos com o vinho Lota, que é o top de linha da Cousiño Macul.

Infelizmente a vinícola não dispõe de restaurante.

Necessário reservar previamente a visita? Sim. O pagamento, inclusive, é antecipado.

Site oficial da vinícola: www.cousinomacul.com

 

3- Emiliana (Valle de Casablanca)

Localizada no Valle de Casablanca (a cerca de 90 km de Santiago), é uma vinícola com produção totalmente orgânica, sem uso de agrotóxicos de qualquer espécie

A visita consiste em passear pelos jardins e vinhedos acompanhados da guia que fornece explicações super detalhadas de todo o processo orgânico e de como a natureza é utilizada a favor da vinícola. Ela explica, por exemplo, que galinhas são utilizadas para combater pragas e que os galinheiros são móveis para facilitar seu posicionamento.

Ao término do passeio pela área externa, participamos de uma degustação super exclusiva: fizemos nosso próprio vinho! Ao chegarmos ao local, havia provetas, funis e Erlenmeyers, além de taças (claro!) e um material impresso com as características de algumas uvas, aromas e uma tabela em branco que usaríamos para criar nosso assemblage.

Funciona assim: começamos degustando 3 vinhos (Merlot, Carmenere e Malbec) separadamente, registrando nesta tabela as nossas impressões de cada um deles (cor, nariz, boca e notas de degustação). Depois começamos a “testar” as nossas “misturas” desses 3 cortes, como por exemplo: 70% Merlot, 15% Carmenere, 15% Malbec. Os percentuais são totalmente livres, podemos criar da forma como quisermos. Para cada “mistura” (ou blend) usamos a proveta graduada, experimentamos em uma taça e anotamos nesta mesma tabela sua frutosidade, madeira, taninos, acidez e final, além da conclusão. Repetimos esse processo três vezes, experimentando percentuais diferentes a cada vez. Agora é hora de escolher qual dos três blends nós gostamos mais e repetir seus percentuais na escala de uma garrafa, com auxílio da proveta e do Erlenmeyer. Com a ajuda de um funil passamos o conteúdo para uma garrafa, colocamos a rolha, o lacre à base de parafina quente e líquida (que rapidamente seca) e finalizamos colando o rótulo que nós mesmos criamos, com lápis de cor, pilots e muita personalidade. E, claro,levamos a garrafa para casa!

Necessário reservar previamente a visita? Sim.

Site oficial da vinícola: www.emiliana.cl

 

4- Casas Del Bosque (Valle de Casablanca)

Também localizada no Valle de Casablanca, é uma vinícola premiada por seus vinhos brancos. Conta com três restaurantes/bares: Tanino, Casa Mirador e Sparkling Zone e é uma vinícola bastante movimentada.

Fomos a Casas Del Bosque para desfrutarmos de um piquenique a céu aberto. Na cesta de piquenique para duas pessoas havia: uma garrafa de vinho (a escolher entre um tinto ou um branco), taças, toalha de piquenique, saca-rolhas, dois sanduíches e frutas secas.

Retiramos nossa cesta na recepção do restaurante Tanino (é necessário deixar um documento que é devolvido quando devolvemos a cesta), e fomos explorar a área para encontrar um local bacana para fazermos o piquenique. O entorno do restaurante é bastante movimentado, com pessoas circulando, carros entrando em saindo e não achamos que seria legal ficar por ali. Voltamos à recepção e pedi dicas à recepcionista que nos disse que, àquela hora (por volta das 16h) o restaurante Casa Mirador já estaria fechando e com isso poderíamos fazer nosso piquenique em seu jardim, e foi exatamente o que fizemos. Estendemos nossa toalha, fizemos nosso lanche, bebemos nosso vinho, tiramos umas fotos e apreciamos a vista, que é simplesmente incrível. Fiquei com muita vontade de experimentar o restaurante, quem sabe na próxima visita?  :)

Nota importante: Para chegar ao Casa Mirador é preciso ir de carro. O caminho desde o Tanino é longo e com muitas subidas.

Necessário reservar previamente a visita? Sim.

Site oficial da vinícola: www.casasdelbosque.cl

 

5- Lapostolle Clos Apalta (Valle de Colchagua)

Essa vinícola encontra-se no Valle de Colchagua, região produtora de vinhos a 180 km de Santiago. É possível fazer um bate-e-volta, mas optamos por ficar hospedados na região.

A Lapostolle Clos Apalta tem uma arquitetura linda e que tem como objetivo criar harmonia do Homem com a Natureza. É pela força da gravidade que o vinho vai passando de etapa a etapa em seu processo produtivo, sem intervenção de maquinário.

Uma enorme rocha de granito teve que ser escavada para viabilizar a construção da vinícola e ainda é possível ver parte desta rocha durante a visita. O granito que foi retirado durante a obra foi reaproveitado e é encontrado nos pisos e nos degraus das escadas da vinícola.

Nesta unidade é produzido o vinho premium da Lapostolle, o Clos Apalta. Tivemos a oportunidade de degustá-lo ao final do passeio, bem como outros dois vinhos da Lapostolle que são produzidos em outras unidades. A degustação acontece em uma adega climatizada, enorme e lindíssima.

Ao final, recomendo visitar a loja. Na verdade está mais para um escritório do que para uma loja, mas os funcionários são super atenciosos e é possível encontrar não somente o Clos Apalta como vinhos de outras linhas da Lapostolle.

Necessário reservar previamente a visita? Sim.

Site oficial da vinícola: pt.lapostolle.com

 

6- Viu Manent (Valle de Colchagua)

Antes de começarmos a visita, almoçamos no simpático restaurante Rayuela(amarelinha, em espanhol), que conta com um serviço impecável. Optamos por ficar do lado de fora, no jardim, e não nos arrependemos. Além de apreciar os vinhedos enquanto almoçávamos, também era possível ver o campo de equitação.

Após o almoço fizemos a visita guiada. O passeio começa já na recepção, que está localizada em um casarão estilo colonial bastante interessante. Fomos conduzidos a uma sala logo em frente onde a guia contou do passado e do presente da vinícola e da família. Dali fomos ao jardim de variedades, no mesmo estilo do existente na Concha y Toro. Seguimos em um passeio de charrete pelos vinhedos da propriedade, passando pelas vinhas mais jovens e também pelas quase centenárias. Uma pausa na charrete para entrarmos no galpão produtivo, com tanques de aço inox acompanhados das explicações de nossa guia. Tivemos a oportunidade de experimentar um vinho diretamente do tanque de inox, após sua fermentação e antes de passar pelo carvalho. E confirmei que, realmente, a passagem pelo carvalho faz toda a diferença no vinho. Continuamos nossa visita na charrete e terminamos na sala de degustações, onde degustamos 5 vinhos diferentes (um branco e quatro tintos).

Recomendo uma visita à loja, onde é possível comprar vinhos que cabem em todos os bolsos. Havia bons descontos em alguns vinhos.

Ainda no casarão colonial existe uma lojinha, onde antigamente era uma capelinha, que vende artesanato e objetos típicos da região.

Necessário reservar previamente o restaurante? Não é obrigatório, mas é altamente recomendável.

Necessário reservar previamente a visita? Sim.

Site oficial da vinícola: www.viumanent.cl

7- Casa Silva Angostura (Valle de Colchagua)

Nesta vinícola fizemos uma visita mais simples: assistimos a um pequeno filme que conta a história do vinho, da vinícola e da família e fomos direto para a degustação de três vinhos. O branco era da linha premium Quinta Generación e os tintos eram Carmenere e Petit Verdot. Lá também é possível escolher a degustação por taça e pagar seu valor individualmente.

O famoso vinho Doña Dominga tem esse nome em homenagem à Dominga, filha mais velha de Mario Pablo Silva (CEO e primogênito da 5ª geração da família).

Após nossa breve visita a ideia era almoçar no restaurante da vinícola. Infelizmente, devido ao horário, a cozinha do restaurante estava finalizando seus serviços então só tivemos a oportunidade de experimentar uma salada verde com frango e empanadas de carne seca e de queijo – além de vinho, claro. Do restaurante é possível avistar o campo de polo da família, verdadeiramente enorme, uma atração à parte.

Restaurante Casa Silva

Necessário reservar previamente o restaurante? Não é obrigatório, mas é altamente recomendável.

Necessário reservar previamente a visita? Não é obrigatório, mas é altamente recomendável.

Necessário reservar previamente a degustação? Não.

Site oficial da vinícola: www.casasilva.cl

 

8- Laura Hartwig (Valle de Colchagua)

A visita a essa vinícola não estava em nosso planejamento, mas como fica localizada na mesma propriedade do hotel onde estávamos hospedados e a menos de 10 minutos de caminhada no meio dos vinhedos, resolvemos arriscar o passeio. E foi uma grata surpresa!

Caminhando até a Laura Hartwig

Nos limitamos a fazer somente a degustação, que não tem preço fixo: paga-se pelas taças que degustar. Há opções de vinhos Reserva, “Selección del Viticultor” e Edición de Familia, cada categoria com um preço. Além de contar com uma guia super simpática, a degustação também oferecia uma porção de amendoins.

Degustação na Laura Hartwig

Na loja há a possibilidade de comprar os vinhos que estão disponíveis para a degustação.

Necessário reservar previamente a visita? Não é obrigatório, mas é altamente recomendável.

Necessário reservar previamente a degustação? Não.

Site oficial da vinícola: www.laurahartwig.cl