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Denúncia

1ª Dama é citada em áudio de PM suspeito em esquema de venda de vacinas

Redação
12 de julho de 2021

A primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, é o mais recente nome envolvido nas suspeitas de compras fraudulentas de vacina por parte do Ministério da Saúde.

Em mensagens de WhatsApp do celular do cabo da Polícia Militar de Minas Gerais Luiz Paulo Dominguetti, analisadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID, datadas do dia 3 de março deste ano, o policial que atuava como representante da uma empresa que negociava vacinas contra a covid (Davati), o negociante cita a primeira-dama a um interlocutor. A informaão é da revista Veja, que teria tido acesso ao material.

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Na conversa, o cabo cita o reverendo Amilton Gomes de Paulo, que atuou para aproximar os vendedores de vacina do gabinete presidencial.

“Michelle está no circuitoagora. Junto ao reverendo. Misericórdia ”, diz Dominguetti. "Quem é? Michelle Bolsonaro? ”, pergunta o interlocutor. “Esposa,sim”, responde Dominguetti.

O interlocutor orienta, então, o policial a ligar para Cristiano Carvalho, CEO da Davati no Brasil, que coordenava uma operação: “Puts. Avisa o Cris”.

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Polícia Federal abre investigação sobre possível prevaricação de Bolsonaro

A Polícia Federal abriu inquérito para apurar se o presidente Jair Bolsonaro (sem partdo) cometeu crime de prevaricação no episódio das supostas irregularidades na negociação da vacina indiana Covaxin.

A investigação é um pedido da Procuradoria-Geral da República e tem autorização do Supremo Tribunal Federal. Após a autorização do STF, a PF pode começar as apurações. O prazo inicial para o término das investigações é de 90 dias, podendo ser prorrogado.

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Como tem foro privilegiado, Bolsonaro será investigado pelo Serviço de Inquéritos Especiais (Sinq) da PF. O crime de prevaricação consiste em retardar ou deixar de praticar, de maneira indevida, ato de ofício. Ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.

Edição: Vinícius Segalla

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